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Três Lagoas, 19 de abril

Carreta tomba na rodovia BR-262 e motorista é socorrido com ferimentos leves

Desnível entre rodovia e lateral pode ser causa do tombamento e a BR poderá ser fechada para remoção da carga

Por Alfredo Neto
29/02/2024 • 10h14
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Um motorista, natural de Três Lagoas, que dirigia uma carreta tri-trem carregada com toras de eucalipto, acabou passando um susto após o veículo tombar, nas margens da rodovia BR-262. O caso ocorreu nessa quarta-feira (28), entre os municípios de Água Clara e Três Lagoas.

Embora as causas do acidente não tenham sido divulgadas, observa-se que o local não possui acostamento e apresenta um desnível considerável entre a margem da rodovia e o leito carroçável. Este desnível pode ter contribuído para o tombamento por arrasto, pois a última composição saiu da pista com as rodas, resultando no tombamento e puxando as demais composições e o caminhão rebocador.

O motorista foi encaminhado ao Hospital Municipal de Água Clara, onde recebeu atendimento médico e foi liberado. A Polícia Rodoviária Federal compareceu ao local para coordenar o socorro ao motorista e os procedimentos da empresa, incluindo a sinalização do local até a remoção da carga e do veículo, programados para a manhã desta quinta-feira (29).

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Com a remoção prevista, espera-se que o tráfego fique lento na área, exigindo atenção e cautela dos motoristas e usuários da rodovia. A operação envolverá uma máquina grua para transbordar a carga para outra carreta, seguida pela operação de caminhões guinchos para destombar a carreta e removê-la para um pátio da empresa proprietária do caminhão.

A carreta, que rebocava três reboques carregados com toras de eucalipto, estava a caminho de Lençóis Paulista (SP), onde uma fábrica de celulose e papel aguardava a carga para uso na produção de celulose. Acidentes como esse são comuns com veículos triarticulados devido ao formato das rodovias, que são "abauladas", com o centro mais alto do que as bordas para facilitar o escoamento da água da chuva para fora das pistas. Consequentemente, o último reboque de um veículo triarticulado geralmente passa com as rodas mais próximas do limite entre a rodovia e o acostamento.

Nas rodovias de pista única e sem acostamento, é comum que a lateral da pista seja mais baixa que a própria pista, o que pode levar ao tombamento de uma carreta se as últimas rodas passarem por um desnível muito baixo, resultando no tombamento e arrastando as demais carretas e o caminhão rebocador.

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