RÁDIOS
Três Lagoas, 21 de maio

Novas medidas restritivas podem ser adotadas após avanço da Covid

Nos últimos quatro dias, Três Lagoas registrou 1.398 casos confirmados de Covid

Por Ana Cristina Santos
22/01/2022 • 08h00
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Após aumento considerável nos casos de Covid-19, em Três Lagoas, nos últimos dias, a prefeitura diz que novas medidas as restritivas podem ser adotadas na cidade para conter o avanço dos casos de Covid-19. Nos últimos quatro dias, Três Lagoas registrou 1.398 casos confirmados de Covid, o equivalente a 350 casos, batendo e superando o recorde de casos registrados em meados do ano passado. 

A secretária de Saúde, Elaine Fúrio, disse que o número de contaminação gera um alerta, tanto pelo fato de que quanto mais o vírus circula, mais mutações (variantes) podem surgir. Por isso, não descartou a possibilidades de novas medidas restritivas serem adotadas após discussão no Comitê de Enfrentamento à Covid-19. 

A secretária alertou ainda, que apesar de os casos de contaminação por Covid serem com sintomas leves, ainda assim há uma alta demanda por atendimento nas unidades de saúde, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e prontos-socorros dos hospitais, o que acaba sobrecarregando o sistema. A situação se agrava ainda mais em decorrência do aumento dos casos de pessoas com sintomas de gripe, o que dificulta o atendimento de outros problemas de saúde.

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Apesar da média de casos de Covid ser a maior já registrada em Três Lagoas, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, os casos de internações pela doença seguem controlados, contando com 30% do total de 13 leitos clínicos Covid-19 disponíveis e 33% dos 12 leitos de UTI Covi. A prefeitura ressalta que vale lembrar que esses leitos não são ocupados apenas por pessoas de Três Lagoas, pois o município é referência para a macrorregião da Costa Leste, e atende pacientes de outras cidades.

Apesar do aumento de casos, Três Lagoas não registrou nenhum óbito neste ano. Para a Secretaria de Saúde, isso se deve à vacinação. O município já conseguiu imunizar quase 87% dos poucos mais de 123 mil moradores, com pelo menos uma dose e quase 79% com mais de uma dose.

“Apesar da vacina ajudar a não termos quadros graves da doença, muitas que se contaminam ainda precisam de atendimento médico e, além disso, a transmissão em alta pode vir a acometer pessoas com maiores fatores de risco, como idosos, gestantes e imunossuprimidos, que têm mais chance de sofrer com a Covid-19, mesmo se vacinados. Por isso, temos que controlar a transmissão”, comentou e secretária.

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