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Três Lagoas, 13 de julho

Saúde alerta para ressurgimento dos sorotipos 3 e 4 da dengue em Três Lagoas

Essas variações de sorotipos podem causar consequências mais graves da dengue

Por Sidney Cardoso
18/06/2024 • 12h16
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A saúde pública de Três Lagoas está em alerta para o ressurgimento dos sorotipos três e quatro do vírus da dengue. De acordo com estudos feitos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), essas variações de sorotipos podem causar consequências mais graves da dengue.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o ressurgimento desses sorotipos não é comum na região, e que, monitora casos de dengue em Três Lagoas e cidades vizinhas. O coordenador de endemias, Alcides Ferreira, afirmou que a reintrodução dessas variações tem preocupado.

“A dengue é uma doença sazonal, mas tem quatro sorotipos. Nos últimos anos, Três Lagoas passou epidemias, inclusive no ano passado, no qual predominou o tipo 1, mas teve reintrodução do sorotipo 2, ambos foram os tipos que mais circular no estado”, explicou o coordenador Alcides.

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Em 2024, Três Lagoas registrou baixa no número de casos positivos de dengue. Entre janeiro a junho, foram 120 diagnósticos positivos, número menor em comparação a anos anteriores.  

Paranaíba e Campo Grande já têm casos confirmados pelo sorotipo três, uma com sete e a outra com um único diagnóstico positivo, respectivamente, devido a facilidade de propagação do vírus e uma grande locomoção de moradores entre estas três cidades.

Corumbá, Dourados e Fátima do Sul já registram casos da dengue tipo quatro, que tem sintomas mais leves, mas que ainda assim pode causar problemas, uma vez que há anos não tem registros de circulação no município, o que deixa a população despreparada para a contaminação.

Contaminação

Em caso de pessoa contaminada com algum destes sorotipos como o três e o quatro, o mosquito ‘fêmea’, que se alimenta do sangue que contém o vírus, pode transmiti-lo para uma outra pessoa que ainda não foi infectada, mesmo quem já tenha tido dengue antes.

Prevenção

A Prefeitura de Três Lagoas mantém os trabalhos de prevenção, com a instalação de armadilhas, uso dos termonebulizadores e visitas às residências. Mas orienta que é necessário que a população contribua com a limpeza dos terrenos, quintais, calhas e dos ambientes internos, evitando qualquer recipiente que possa acumular água.

A vacina contra a dengue também é uma forma de premir a contaminação, que continua disponível nas unidades de saúde apenas para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. O esquema de vacinação é composto por duas doses. Quem já tomou a primeira deve ficar atento para a segunda. O imunizante protege contra todos os quatro sorotipos do vírus.

Veja na reportagem abaixo: 

 

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