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Três Lagoas, 13 de julho

Temporada de incêndios

Confira o editorial do Jornal do Povo, da edição deste sábado (6)

Por Redação
06/07/2024 • 08h03
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A área plantada com florestas de eucalipto para abastecer a indústria de papel e celulose pode ser considerada um verdadeiro ‘barril de pólvora’ quando o assunto são os incêndios florestais. Mas por que, nas últimas semanas, apesar dos índices baixíssimos da umidade do ar em Mato Grosso do Sul e, em especial, na Costa Leste, o Vale da Celulose se mantém protegido do fogo? Uma realidade que contrasta com o desastre ambiental enfrentado do outro lado do estado, na região pantaneira, onde as chamas já consumiram 566.500 hectares neste ano e têm ganhado repercussão internacional devido à importância da preservação ambiental do bioma.

Sabemos que as florestas depositam anualmente milhares de toneladas de material vegetal que se acumulam sobre o solo. Matéria orgânica que, no caso da plantação de eucalipto, demora a se decompor e, por isso, se torna altamente combustível. A explicação para o controle das queimadas em nossas florestas plantadas está nos trabalhos preventivos e nos investimentos direcionados para essa finalidade, como: a instalação de torres de observação com mais de 70 metros de altura e equipadas com câmeras de alta resolução para monitorar o ambiente 24 horas por dia, num raio de vários quilômetros com cobertura 360º; a construção de aceiros, que nada mais são do que a retirada da vegetação numa faixa no entorno das florestas para evitar a entrada de fogo vizinho; o treinamento de equipes especializadas no combate ao fogo para a rápida tomada de decisão e ações eficazes; a elaboração de planos de prevenção e combate; a aquisição e manutenção de equipamentos e veículos de combate às chamas; assim como a manutenção constante dos locais de captação de água que precisam ser acessíveis em caso de surgimento de focos de calor.

É assim que as grandes empresas protegem seu maior patrimônio, agindo de forma ordenada e antecipada ao problema, melhorando continuamente as estratégias de combate aos incêndios com investimentos em planejamento e em novas tecnologias. Essa é uma lição de casa para ser feita com bastante antecedência à temporada de tempo seco, afinal, todos os anos sabemos que ela virá e, agora, mais do que nunca, diante dos eventos climáticos extremos, não podemos aceitar prejuízos ambientais e financeiros da grandiosidade que vemos no nosso Pantanal.

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