
O mercado de frango abatido em Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com demanda estável, refletindo equilíbrio entre produção e consumo interno. O primeiro trimestre costuma apresentar aumento no consumo, à medida que os brasileiros buscam proteínas mais acessíveis após as festas de fim de ano.
Enquanto o estado mantém estabilidade, outras regiões do país, especialmente o Nordeste, registram queda significativa nos preços devido à maior oferta de produto.
Frango vivo e abatido seguem tendências distintas
No curto prazo, o frango vivo apresenta tendência de queda nos preços, enquanto o frango abatido mantém equilíbrio, com variações dependentes do consumo doméstico.
Preços do quilo vivo em algumas regiões do país:
- Minas Gerais: R$ 5,10
- São Paulo: R$ 5,20 (queda de R$ 5,30)
- Mato Grosso do Sul: R$ 5,20
- Goiás: R$ 5,05
- Distrito Federal: R$ 5,05
No Nordeste e Norte, os preços caíram mais acentuadamente:
- Pernambuco: R$ 7,40 → R$ 6,00
- Ceará: R$ 7,50 → R$ 6,20
- Pará: R$ 8,20 → R$ 6,50
No Sul, os preços permanecem estáveis:
- Santa Catarina e Rio Grande do Sul: R$ 4,65
- Oeste do Paraná: R$ 5,00
Variações nos cortes de frango
No atacado paulista, os cortes congelados tiveram pequenas alterações:
- Peito: R$ 10,50 → R$ 10,75
- Coxa: R$ 7,70 → R$ 7,60
- Asa: R$ 10,60 → R$ 11,00
Na distribuição, os mesmos cortes registraram:
- Peito: R$ 10,70 → R$ 11,00
- Coxa: R$ 7,90 → R$ 7,80
- Asa: R$ 10,80 → R$ 11,20
Nos cortes resfriados, o movimento foi semelhante, com destaque para valorização da asa.
Exportações registram leve retração em 2025
As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis renderam US$ 825,1 milhões em dezembro de 2025, embarcando 469,9 mil toneladas, com preço médio de US$ 1.756 por tonelada.
Em comparação a dezembro de 2024, houve alta de 8% no valor médio diário e crescimento de 13,7% na quantidade embarcada, apesar de queda de 5% no preço médio. No acumulado de 2025, o Brasil exportou US$ 8,81 bilhões, retração de 2,9% em relação a 2024.
Perspectiva para 2026
O primeiro trimestre de 2026 deve manter a estabilidade na demanda por frango abatido, com crescimento do consumo interno. Apesar da pressão nos preços do Nordeste, Mato Grosso do Sul se mantém equilibrado, garantindo condições favoráveis para produtores e distribuidores locais.