Veículos de Comunicação

PROCESSO SELETIVO INTERNACIONAL

Nota do Enem abre portas para universidades no exterior

Países como Portugal, EUA, Canadá e Reino Unido aceitam o exame como critério de ingresso no ensino superior.

Dezenas de instituições em vários países aceitam a nota do exame como critério de admissão. Foto: Freepik
Dezenas de instituições em vários países aceitam a nota do exame como critério de admissão. Foto: Freepik

As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulgadas nesta sexta-feira (16), podem ser uma passagem para universidades fora do Brasil. Para muitos estudantes brasileiros que desejam estudar no exterior, a nota do Enem não é apenas uma chave de entrada para instituições no Brasil, mas também para universidades de renome internacional.

Como funciona?

Cada universidade estabelece os seus próprios critérios para a aceitação da nota do Enem, com diferentes exigências para documentação, entrevistas e até testes de proficiência em língua estrangeira. Isso significa que o processo seletivo pode variar bastante entre os países e instituições, mesmo para aqueles que aceitam o Enem.

Portugal: O principal destino dos brasileiros

Portugal é o país que mais aceita o Enem como forma de ingresso no ensino superior, com mais de 20 universidades e institutos politécnicos utilizando o exame em seus processos seletivos. Entre as instituições que fazem parte deste acordo estão a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade de Aveiro e a Universidade Europeia.

Para ingressar em algumas dessas universidades, os candidatos precisam apresentar documentos adicionais, como passaporte, histórico escolar e a declaração de notas do Enem. Além disso, cada universidade pode exigir médias mínimas para aceitação. Na Universidade Católica Portuguesa, por exemplo, é preciso atingir uma média mínima de 475 pontos no Enem para ser considerado.

Estados Unidos: Alternativa aos testes tradicionais

Nos Estados Unidos, algumas universidades permitem o uso da nota do Enem como alternativa aos tradicionais exames padronizados como o SAT e o ACT. A New York University (NYU) é uma das mais conhecidas a adotar o Enem nesse formato. No entanto, é importante destacar que a nota do Enem não substitui todas as etapas do processo seletivo. Os candidatos ainda precisam enviar redações, comprovar atividades extracurriculares e realizar entrevistas. Além disso, um teste de proficiência em inglês também pode ser exigido, dependendo da universidade.

Outras universidades como a Emory University (Atlanta) e a Northwestern University (Evanston) também utilizam o Enem em seus processos seletivos.

Canadá e Reino Unido: Exigências complementares

No Canadá, o Enem é aceito por instituições como a Universidade de Toronto e o Humber College, mas, assim como nos Estados Unidos, é necessário cumprir outros requisitos, como apresentar provas de proficiência em inglês (como o IELTS ou TOEFL) e enviar documentos complementares.

No Reino Unido, universidades como a Universidade de Hertfordshire e a Nottingham Trent University também aceitam a nota do Enem como critério de ingresso. Para essas instituições, é necessário que o candidato tenha uma média mínima de 55% no Enem, além de comprovação de proficiência em inglês.

Importância do Enem no contexto internacional

O Enem, que começou como uma avaliação interna no Brasil, tem se tornado cada vez mais reconhecido internacionalmente. O exame tem validade em diversos países e tem sido uma alternativa para estudantes que buscam experiências acadêmicas fora do país sem precisar enfrentar processos seletivos tradicionais. A possibilidade de usar a nota do Enem no exterior oferece aos estudantes brasileiros uma flexibilidade maior e amplia as opções de acesso a universidades internacionais.

Como se inscrever?

A inscrição para usar a nota do Enem como critério de ingresso geralmente ocorre de forma online através dos portais das universidades ou das plataformas de intercâmbio educacional. O processo varia conforme o país e a instituição. Por isso, é essencial que os estudantes consultem o site oficial das universidades e leiam atentamente as exigências.

*Com informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)