A Polícia Civil de Aquidauana solucionou dois homicídios em que as vitimas foram violentamente estupradas, tiveram um das orelhas cortadas e acabaram morrendo depois de vários dias internadas. Três pessoas estão envolvidas nos crimes.
Alef Marcelino Nunes, de 18 anos; na época menor, ficou detido por 40 dias pela morte de Maria Ingracia, de 70 anos, em junho de 2010 em Aquidauna. De acordo com o delegado Mario Donizete, ele assumiu sozinho o crime, e afirmou ter agredido, estuprado e defecado na boca da senhora, que também teve a orelha cortada. A vítima ficou em coma e morreu 40 dias depois em um hospital de Campo Grande.
No entanto, ontem (27) o crime de Aquidauana foi ligado a outro homicídio que aconteceu em Anastácio no dia 5 de janeiro de 2010, onde a vítima também foi estuprada e teve a orelha cortada.
Miguel Junior Ferreira Pain, de 22 anos, conhecido como “gato louco” foi preso durante as investigações realizadas pelo delegado de Anastácio e estava cumprindo pena em Nioaque. Ele cumpria apenas pela morte de Janaina Gomes Rodrigues, de 22 anos, que ficou em coma e morreu 24 dias depois das agressões.
Segundo o delegado Donizete, as semelhanças entre os crimes deram inicio a um interrogatório e Miguel acabou confessando ter participado dos dois homicídios junto com Alef e apontou uma terceira pessoa. O padrasto de Alef, identificado apenas como Reginaldo, teria participado da agressão seguida de morte em Aquidauana.
Miguel contou com detalhes como a senhora de 70 anos foi morta. Em depoimentos, ele disse que na noite do crime estava bebendo pinga com desconhecidos, quando Alef e o padratro chamaram para ir até a residência de Maria, roubar um dinheiro que ela teria recebido.
No local, ela foi abordada com um soco e caiu desacordada, sendo estuprada em seqüência por Reginaldo, Miguel e Alef enquanto procuraram pelo dinheiro que não foi encontrado. Antes de deixarem a residência, Alef cortou a orelha de Maria e ainda defecou na boca da senhora.
Mario Donizete acrescentou que Alef foi preso novamente por um roubo em Aquidauana e que agora ele e o Miguel vão responder por homicídio com diversas qualificatórias pela barbaridade como as vítimas foram tratadas. O padrasto de Alef será identificado e também irá responder pelo crime.