
A maioria dos bancários do País devem voltar a trabalhar nesta terça-feira, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Os trabalhadores aprovaram as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), bem como as específicas para os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
A greve começou no dia 27 de setembro e chegou a paralisar 9.254 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 Estados e no Distrito Federal, segundo a Contraf-CUT.
Com o fim da negociação, ficou acordado que o reajuste salarial será de 9% (aumento real de 1,5%), a valorização do piso da categoria será de 12% (que passará para R$ 1.400) – é o oitavo ano consecutivo em que os trabalhadores recebem aumento real, de acordo com a entidade.
Segundo o sindicato, o reajuste de 9% também será aplicado para demais verbas salariais como vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio creche-babá.
Outra mudança é sobre a indenização dos trabalhadores. Uma nova cláusula que trata de aviso prévio proporcional foi adicionada à Convenção Coletiva de Trabalho e está acima, para os bancários, do que determina a nova legislação sobre o tema.
A proposta prevê que para até cinco anos de trabalho, serão pagos 60 dias de aviso prévio; de 5 a 10 anos, 75 dias; de 10 a 20 anos; 90 dias; e mais de 20 anos, 120 dias.
Não haverá desconto dos trabalhadores, que terão de compensar os dias parados no máximo até 15 de dezembro.
Os bancos também se comprometeram a acabar com o transporte de valores por bancários. As instituições financeiras não poderão mais publicar ranking individual de metas.
No caso da Caixa Econômica Federal, o acordo prevê ainda a contratação de pelo menos 5 mil novos bancários