A exemplo do que já é feito nas campanhas de vacinação, o governo definiu uma data nacional para incentivar o desarmamento voluntário da população. Será todo ano, no primeiro sábado de julho.
A fim de trocar experiências com representantes de outros países que já fizeram campanhas similares à brasileira –como Angola, Moçambique, Argentina e Colômbia–, as ONGs Viva Rio e Rede Desarma Brasil promovem nesta quinta-feira (21) e amanhã um seminário para discutir o tema.
Em nota distribuída durante o seminário, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, reafirmou que o governo pretende transformar a campanha de desarmamento em política de Estado. Segundo ele, essa será uma das principais ferramentas de estímulo para que as pessoas se envolvam com a causa.
A campanha, afirma o ministro, será como a campanha de vacinação: uma política pública realizada todos os anos em benefício social.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, a criação do Dia Nacional do Desarmamento Voluntário ajudará o país a desfazer alguns mitos.
– Precisamos acabar com algumas falácias de que países desenvolvidos com cultura de armas apresentam índices menores de violência, se comparados aos índices brasileiros. Isso é uma falácia, até porque não dá para comparar essas realidades.
No evento, o coordenador de Controle de Armas do Viva Rio, Antônio Rangel, ainda chamou a atenção para experiências bem sucedidas em países mais próximos do Brasil.
– A Colômbia já foi um inferno, com os piores índices de violência do mundo. Hoje, com a ajuda da participação popular nas campanhas, Bogotá é um exemplo [de como fazer uma campanha de desarmamento]. Queremos aproveitar exemplos como esse.