A conversa que protagonizou ao lado de William, Chicão e Elias com torcedores organizados do Corinthians no CT Joaquim Grava na última semana ainda traz incômodos ao lateral esquerdo Roberto Carlos. Uma semana após os protestos pela má fase do time no Campeonato Brasileiro e às vésperas do clássico, ele diz não temer mais pressão da massa alvinegra, depois de colocar ordem na casa.
"Os verdadeiros integrantes não vão ao treino. Esses que foram outro dia são uma minoria e chegaram exaltados. Conversamos e cobrei que eles não têm que ir a treino. No estádio, sim, eles fazem o que quiserem. Conseguimos colocar ordem na casa. Eles entenderam", afirmou o lateral à Espn Brasil. Ele chegou a reclamar publicamente da diretoria, que liberou a entrada de torcedores para protestar.
O diretor de futebol, Mário Gobbi, responsável por intermediar o papo entre torcedores e atletas na ocasião, afirmou nesta quarta-feira que o diálogo com a Fiel seguirá até o "limite do verbo". Roberto Carlos, no entanto, não prevê mais problemas: "Existe um entendimento mútuo entre jogador e torcida. Conseguimos reunir todo mundo para dizer que não é assim. O momento agora é de pensar em título, não de fazer pressão".
O camisa 6 agora pensa em uma boa atuação neste domingo, quando o Corinthians encara o Palmeiras no Pacaembu, às 16 horas (de Brasília). Diante do time pelo qual se destacou no futebol, Roberto Carlos ainda não conseguiu render: foi expulso no clássico do Campeonato Paulista após apenas oito minutos de confronto. No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, não jogou por estar suspenso.
"Foi uma pena. No primeiro clássico fui expulso e no outro estava suspenso. Até que enfim vou jogar, espero aguentar os 90 minutos. É uma equipe que respeito muito, pretendo fazer um grande jogo", disse, sem temer protestos do rival: "Me dou muito bem com palmeirenses, com torcedores do São Paulo, todo mundo me respeita. Claro que existe rivalidade, mas a imagem do Roberto é respeitada".