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Contraprova confirma doping, e fundista brasileira será cortada do Pan

Apesar do doping, a CBAt manteve a inscrição da brasileira para o evento enquanto aguardava o resultado da contraprova

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) anunciou, nesta sexta-feira, que a atleta Simone Alves da Silva será cortada dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que começam neste sábado. A fundista teve doping confirmado pela análise da contraprova, em resultado divulgado por um laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês).

A substância encontrada na urina de Simone Alves foi a eritropoetina recombinante, hormônio sintético que serve para aumentar a capacidade de transporte de oxigênio no sangue. O teste foi feito após o Troféu Brasil, em agosto, quando ela quebrou o recorde sul-americano dos 10.000 m depois de 18 anos.

Essa era uma das provas na qual Simone competiria em Guadalajara, além dos 5.000 m. Apesar do doping, a CBAt manteve a inscrição da brasileira para o evento enquanto aguardava o resultado da contraprova. Com a confirmação, ela foi suspensa preventivamente para aguardar julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Para complicar ainda mais a situação da fundista, ela é reincidente: em setembro de 2009, testou positivo para a substância oxilofrina, sendo suspensa por 90 dias. "A CBAt comunica, ainda, que solicitou nesta data ao Comitê Olímpico Brasileiro o cancelamento da inscrição da atleta nos Jogos Desportivos Pan-Americanos", diz a mensagem divulgada pela entidade.

Por "quebra de contrato", Simone é desligada de clube

Ao ser notificado da confirmação do doping pela CBAt, o Clube de Atletismo BM&FBovespa anunciou a decisão de desligar Simone de seu quadro de atletas por rompimento de contrato. "O Clube de Atletismo BM&FBOVESPA informa que segue rigorosamente a determinação do Código Mundial Antidoping e não concorda com qualquer transgressão à regra", diz a mensagem.

Além disso, foi anunciada a criação de um programa interno de controle de doping, que consistirá na realização de 20 a 40 testes por ano nos períodos fora de competição, randomizados ou por indicação, com direito a pagamento de bônus por resultado negativo.