O ex-zagueiro Celso Elias Zottino, o Celsão, protocolou ontem (19) na Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) a documentação que o garante como proprietário do escudo e do nome do Operário.
O ofício acompanha outros três documentos referentes ao processo, já julgado pela Justiça Trabalhista. Em função da documentação protocolada por Celso, a FFMS enviou hoje à diretoria do Operário uma notificação onde pede maiores esclarecimentos sobre o caso.
“Vejo isso (a decisão da Justiça) com muita tristeza. Mas tenho certeza de que a diretoria do Operário saberá se defender. Vamos esperar a manifestação do Operário e sua defesa”, disse o presidente da FFMS, Francisco Cezário.
Apesar de acreditar em uma saída para o problema, Cezário lamenta a falta que o time de maior tradição do Estado pode causar nas competições. “É inegável que, por menor que seja um campeonato, ele ficará praticamente vazio sem o Operário, ou mesmo outros times de tradição em Mato Grosso do Sul,”, afirmou o dirigente.
Celso jogou de 1980 a 1993 no Galo. A marca – nome e escudo do time – foi arrematada em função de dívidas que somam R$ 12 mil. O ex-jogador, porém, ainda não decidiu se vende a marca ou investe em um novo time, sem dívidas.
Para a direção do Operário, a ação tem efeito nulo e não prejudicará o futuro do time. Esta semana a diretoria deve entrar com ações na Justiça Trabalhista para reverter a decisão. O setor jurídico analisa duas opções: uma ação rescisória ou um mandato de segurança.