Veículos de Comunicação

Oportunidade

Falta de chuvas faz país utilizar mais energia das termelétricas

As usinas térmicas estão gerando 6.891 megawatts médios, contra 1.185 megawatts médios registrados no ano passado

Atualmente as usinas termelétricas são responsáveis pela geração de 12,34% do total da energia elétrica produzida no país, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No mesmo período do ano passado, o registrado foi de 2,26%.

O Informativo Preliminar Diário da Operação, divulgado diariamente pelo ONS, mostra que as usinas térmicas estão gerando 6.891 megawatts médios, contra 1.185 megawatts médios registrados no ano passado. A maior parte da energia utilizada no país vem de usinas hidrelétricas (85,33%), 2,17% são de usinas nucleares e 0,16% de usinas eólicas.

No Brasil, as usinas térmicas são colocadas em operação para dar segurança ao sistema elétrico, que utiliza prioritariamente energia gerada por hidrelétricas. Quando o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas está abaixo do esperado, o acionamento das térmicas aumenta.

O nível dos reservatórios nas regiões Sudeste e Centro-Oeste está em 45,85% da capacidade total, segundo o ONS. Em outubro do ano passado, esse percentual estava em 69,16%. Na Região Norte, que tem recebido o excedente de energia produzida no Sul e no Sudeste, os reservatórios estão com 39,25% da capacidade, contra 47,09% em outubro do ano passado. 

Na semana passada, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu manter a geração de energia por termelétricas a gás, mesmo com o aumento das chuvas dos últimos dias. “Com esses níveis atuais, não se despacha mais [térmicas] nem se desliga. No ano passado, nesta época do ano, estava chovendo mais, e não estávamos com mais térmicas ligadas”, explicou o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.

Os custos com o acionamento extra de térmicas para manter as metas dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país podem chegar a R$ 500 milhões até o fim do ano, segundo o diretor geral do ONS, Hermes Chipp. No ano passado, com o período de estiagem menor, o gasto com o sistema de segurança foi de R$ 130 milhões.