As denúncias sobre corrupção envolvendo os três Poderes de Mato Grosso do Sul já estão sendo analisadas "com todo o rigor", afirmou a corregedora Eliana Calmon. Ela disse que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) espera não ter a confirmação do envolvimento de desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) no esquema de corrupção. Porém, esclareceu já ter conhecimento de informações sobre corrupção no Estado.
"Conversei sobre o problema com a Ordem dos Advogados do Brasil, seção Mato Grosso do Sul (OAB-MS) entre outras organizações. Já não estamos procurando ‘mensalão’. Sabemos que ele existe e vamos apurar tudo", disse.
O "mensalão", conforme as denúncias, consiste na divisão da sobra do duodécimo destinado à Assembleia Legislativa entre autoridades, inclusive deputados estaduais e altos funcionários do TJ-MS e Ministério Público Estadual (MPE).
"Tudo estará devidamente registrado, e até fevereiro próximo o relatório da Corregedoria Nacional estará pronto e encaminhado aos órgãos competentes, como o Ministério Público Federal (MPF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ)", afirmou Eliana Calmon.
Dependendo do total da arrecadação de impostos, o repasse (duodécimo) para a Assembleia passa de R$ 11 milhões por mês. Conforme a denúncia, os pagamentos foram feitos até agosto deste ano, antes do esquema ser "vazado" pelo deputado Ary Rico (PSDB), em vídeo divulgado pela internet em setembro.