
Empresas não entram em crise apenas por falhas de estratégia ou falta de recursos. Muitas vezes, os problemas surgem a partir do que não é dito. Essa é a premissa de Sussurros Empresariais, novo livro do autor Arthur Maximilliano.
A obra chega ao público como ficção corporativa e propõe uma leitura sobre cultura organizacional, comportamento humano e liderança. O livro é inspirado em histórias reais do ambiente empresarial e transforma dilemas cotidianos em narrativas curtas e reflexivas.
Bastidores das organizações
A narrativa acompanha Maxwell Albuquerque, personagem descrito como um “detetive corporativo”. Ele investiga crises que não aparecem em planilhas ou relatórios financeiros, mas que se manifestam em relações de poder, omissões e conflitos internos.
Os casos apresentados exploram temas como vaidade, medo, lealdade, ética e liderança. As histórias mostram como pequenos silêncios podem se transformar em grandes crises dentro das empresas.
Formato acessível
Com capítulos curtos e leitura fluida, Sussurros Empresariais foi estruturado para aplicação prática no dia a dia. Cada capítulo funciona como um conto independente, embora conectado a um universo maior.
A obra segue uma estrutura narrativa em três atos. A divisão representa abertura, confronto e desfecho, modelo inspirado no teatro japonês e adaptado ao contexto corporativo.
Inspirações e linguagem
O livro também busca inspiração em séries de mistério dos anos 1990, como Goosebumps, e nos contos japoneses de fantasmas, conhecidos como Kaidan. A proposta é usar o suspense e os silêncios como ferramentas para revelar conflitos humanos.
A linguagem evita fórmulas prontas de gestão. O foco está na reflexão sobre decisões, comportamentos e consequências que moldam o ambiente empresarial.
Autor e proposta
Arthur Maximilliano é estrategista empresarial e fundador da RetenMax, empresa voltada à tecnologia, gestão e educação corporativa. Ele é formado em Engenharia de Produção pela UFMS e possui MBA em Inteligência Artificial pelo IBMEC.
Segundo o autor, o livro busca provocar líderes, gestores e empresários a enxergar problemas que muitas vezes passam despercebidos. A proposta é estimular consciência corporativa por meio da narrativa.
“Quis escrever um livro de gestão que fugisse da obviedade. Um livro que não fosse sobre fórmulas, mas sobre pessoas. Que mostrasse que os maiores problemas nas empresas não estão nos processos — estão nos silêncios”, completa o autor.
*Com informações da Assessoria