
Com duração de 2 horas e 45 minutos, sob calor e baixa umidade, o desfile cívico militar em comemoração aos 111 anos de Campo Grande atraiu 15 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar.
Já o presidente da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), Roberto Figueiredo, disse que 40 mil pessoas estiveram no desfile. Figueiredo também contou aqueles que desfilaram. Mesmo assim, há disparidade nos números.
Participaram do desfile 51 entidades e cerca de dez mil pessoas. Somados ao número divulgado pela PM, a conta fecha em 25 mil pessoas.
Estiveram presentes a Apae (Associação dos Pais e amigos dos excepcionais), centro de educação especial girassol, associações de veículos antigos, fanfarras, bandas e várias guarnições das Forças Armadas.
Também desfilaram diversas colônias de imigrantes que compõe a sociedade campo-grandense.
As arquibancadas que ficam no lado esquerdo da rua, em frente ao palanque das autoridades, puderam desfrutar da sombra. Do lado oposto, o público teve de enfrentar o sol.
Com um panfleto tentando proteger os olhos da claridade, Ketellin Helena Pijala, 19 anos, foi assistir o marido, que é militar do Exército, desfilar. Ou seja, teve de esperar até o fim do desfile. “É a primeira vez que venho. Só vim para ver ele mesmo”, revela.
Já outras pessoas têm presença todo ano. A dona de casa Evelin Sá, 26, trouxe a filha Larissa, de apenas dez meses e vários artifícios para driblar o calor, como água, sombrinha, carrinho e até lanche. “No ano passado, o bebê estava na minha barriga”, conta. A presença dela no desfile do ano passado foi arriscada, já que foi recomendado que gestantes e menores de 12 anos não fossem ao desfile, por conta da ameaça de gripe A.
Água
Os pontos de distribuição de água serviu apenas para quem desfilava. A prefeitura alegou que não tinha condições de distribuir a água ao público presente, que teve de se virar como pode, seja com garrafas e tereré.
No posto fixo de atendimento médico, foram relatados 3 atendimentos. Um senhor que desmaiou na praça Ary Coelho e teve um corte superficial no braço; uma mulher que desmaiou e foi para a viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) se recuperar e outro caso que não foi divulgado.
Foram vistos vários voluntários da Defesa Civil correndo entre a multidão, com macas. Mas apenas os três casos de atendimento foram mais graves.
O capitão Nelson Hamilton Pereira da Silva, chefe do policiamento do desfile, conta que 40 policiais militares e 100 guardas municipais cuidaram da segurança. Não houve ocorrências policiais.
O prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) explicou que o desfile foi “compacto”, sem grandes intervalos entre uma ala e outra, para dar agilidade ao evento. “Mesmo assim, está tudo muito bonito, bonito mesmo”, comenta. Em 2008, o tempo total do desfile foi de 4 horas e meia.
No ano passado, apenas 5 mil pessoas estiveram na rua 14 de julho, por conta do alerta da gripe suína. Nas contas do diretor da Fundac, Roberto Figueiredo, neste ano o público teria sido oito vezes maior.