Duas semanas após trocarem farpas pela imprensa em um episódio que envolveu as condições de higiene e limpeza do vestiário do Engenhão, Palmeiras e Botafogo estarão frente a frente neste domingo, às 16 horas, justamente no estádio carioca.
No final de setembro, a diretoria botafoguense acusou a delegação paulista de ter deixado o vestiário da arena em um estado "lastimável e vergonhoso" após a vitória por 3 a 1 sobre o Flamengo. No dia seguinte, a equipe enfrentou o Atlético-PR no mesmo local e aproveitou para convidar um grupo de jornalistas com o objetivo de conferir a situação.
Agora, às vésperas do reencontro, o caso voltou à cena. "Enviamos um ofício à CBF, já no começo da semana, solicitando uma segurança maior para o Palmeiras", conta Antônio Carlos Corcione, diretor jurídico do clube. "Queremos que ela tome providências para evitar qualquer tipo de anormalidade", completa ele, preocupado com a pressão da torcida adversária. "Não digo que vão fazer, mas poderão".
Entre as possíveis medidas, Corcione aguarda um efetivo acima da média da Polícia Militar e até mesmo uma escolta para os palmeirenses. "Também gostaríamos de alguma retratação, sem dúvida".
Procurado pela reportagem, o diretor-executivo do Botafogo garante que ainda não chegou qualquer ofício por parte da entidade. Por outro lado, prega a paz: "Isso já é uma coisa para ter sido esquecida. Não vamos acender essa fogueira, não".
Segundo ele, o rival será recebido "no mais alto nível, com o carinho que os dirigentes botafoguenses sempre recebem os adversários no estádio". Não há razão para apreensão, acrescenta.
Porém, sobre um evential pedido de desculpas, arremata: "Não temos motivo nenhum para isso".