
Embora todas as equipes sejam afetadas pela proibição do difusor aquecido a partir do GP da Inglaterra, em 10 de julho, a Red Bull pode ser uma das mais prejudicadas. O conselheiro da equipe, Helmut Marko, afirmou que essa decisão foi tomada especificamente para segurar os austríacos após cinco vitórias nas sete primeiras etapas. Ele teme perder até 0s5 por volta.
A Red Bull descobriu um sistema de injeção de combustível no motor, mesmo em momentos sem aceleração. Após a combustão, o ar quente passa pelo difusor aquecido e aumenta a força aerodinâmica. Outra medida contra isso foi o banimento do mapeamento dos propulsores, entre a classificação e a corrida, que possibilitava alterar a configuração.
"Nós teríamos entendido se isso fosse implementado no final da temporada como outras tantas atualizações técnicas. Fazer isso no meio dela é estranho e incompreensível. Esperamos perder 0s5 por volta sem o difusor", reclamou o braço direito de Dietrich Mateschitz, dono da Red Bull.
Ele garante, no entanto, que medidas estão sendo tomadas para manter a hegemonia de Sebastian Vettel. O alemão lidera o Mundial de Pilotos com 186 pontos, 77 a mais que o inglês Jenson Button da McLaren, e venceu seis vezes em oito corridas.
"Nós nos preparamos para compensar essa perda em termos de configuração e medidas aerodinâmicas. Estamos otimistas que isso vai conseguir manter nosso nível de performance", comentou.
Entre os construtores, a Red Bull tem a primeira colocação com 255 pontos. A McLaren aparece na sequência com 186.