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Aniversário

Aos 105 anos, moradora de Três Lagoas celebra a vida com fé e histórias

Nascida na Bahia e morando há duas décadas na cidade, dona Elizia completa mais de um século de vida e revela o que considera o segredo da longevidade.

Dona Elizia encanta com sua simpatia e boas histórias adquiridas em mais de um século. Foto: Reprodução/TVC
Dona Elizia encanta com sua simpatia e boas histórias adquiridas em mais de um século. Foto: Reprodução/TVC

Comemorar mais um ano de vida já é, por si só, um motivo especial. Geralmente há bolo, abraços e carinho, gestos simples, mas cheios de significado. Agora, imagine celebrar mais de um século de história. É exatamente isso que vive a aposentada Elizia Roberto Barbosa da Silva, que completa 105 anos nesta sexta-feira.

Nascida em 30 de janeiro de 1920, na cidade de Caculé, no interior da Bahia, dona Elizia construiu uma trajetória marcada por mudanças, fé e muitas histórias. Aos 15 anos, se mudou para Marília, no interior de São Paulo, onde também viveu em Birigui. Há cerca de 20 anos, escolheu Três Lagoas para chamar de lar.

Atualmente, mora no bairro Jardim das Acácias, em uma casa simples, ao lado de dois filhos: Zilda, de 67 anos, e João, de 65. Lúcida e sempre disposta a conversar, Dona Elizia não hesita ao revelar o que considera o segredo da longevidade.

“Todo mundo pergunta a receita, e eu digo que é Deus. Foi Ele quem me conservou, cuidou da minha alma e do meu espírito”, afirma.

Além da fé, ela acredita que viver em paz também faz toda a diferença. “Nunca briguei com ninguém. Sou amiga de todo mundo. Até as crianças que vêm aqui gostam de mim e me chamam de vó. Isso me deixa muito feliz”, conta, com um sorriso.

Viúva há cerca de 60 anos, Dona Elizia teve dez filhos — cinco deles já faleceram, como ela costuma dizer, “foram morar com Deus”. A família ainda conta com 15 netos e 12 bisnetos, que mantêm o convívio e o carinho sempre presentes.

Com mais de um século de vivências, ela também gosta de deixar conselhos.

“A gente precisa tratar os mais velhos com respeito. Eu sigo assim, até o dia em que Deus me chamar. Não tenho medo, porque sei que vou com Ele quando chegar o meu tempo”, finaliza.