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Churrasco fica mais caro com a alta da carne bovina

A inflação é reflexo de um movimento iniciado há cerca de dois anos, quando cresceu a demanda pela carne bovina brasileira no mercado interno e externo.

Alta da carne já começou a ser sentida pelos consumidores. Foto: Reprodução/TVC.
Alta da carne já começou a ser sentida pelos consumidores. Foto: Reprodução/TVC.

A previsão de alta no preço da carne deve obrigar o brasileiro, mais uma vez, a substituir a proteína no prato do dia a dia. Fazer um churrasco com picanha, uma das preferências do consumidor, tende a pesar ainda mais no bolso.

A inflação da carne é reflexo de um movimento iniciado há cerca de dois anos, quando cresceu a demanda pela carne bovina brasileira no mercado interno e externo. Para atender esse aumento, pecuaristas intensificaram o abate de fêmeas, o que acabou impactando diretamente o consumidor. A redução no número de matrizes compromete a capacidade de reprodução do rebanho e provoca escassez de bezerros, pressionando os preços.

Para tentar equilibrar essa situação, a tendência é que, em 2026, os produtores passem a reter mais fêmeas nos pastos para recompor o rebanho. Com isso, a oferta de carne no mercado deve diminuir ainda mais, o que pode resultar em novos reajustes.

Segundo o professor da UFMS e economista Marçal Rizzo, diversos fatores influenciam a formação do preço da carne. Entre eles estão a variação do dólar, o cenário eleitoral e as condições climáticas. “O comportamento do câmbio, o ano eleitoral e o clima são determinantes e ajudam a medir o quanto a carne pode subir ao longo do ano”, explicou.

Com os preços já em alta e a perspectiva de novos aumentos, um comportamento comum tende a se repetir: a substituição da carne bovina por outras proteínas. “O consumidor passa a optar por carne suína, frango e ovos, buscando alternativas mais acessíveis para equilibrar o orçamento”, finalizou o economista.