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Saúde alerta para baixa adesão à vacina contra a dengue em Três Lagoas

Apesar da boa cobertura da primeira dose da vacina contra a dengue, a baixa adesão à segunda dose acende um alerta

A Secretaria de Saúde orienta pais e responsáveis a verificarem a situação vacinal de crianças e adolescentes e procurarem a Unidade Básica de Saúde mais próxima para completar a imunização. Foto: Arquivo.
A Secretaria de Saúde orienta pais e responsáveis a verificarem a situação vacinal de crianças e adolescentes e procurarem a Unidade Básica de Saúde mais próxima para completar a imunização. Foto: Arquivo.

Janeiro é um mês de atenção redobrada quando o assunto é dengue. A combinação de calor intenso e período chuvoso favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, e os números preocupam o setor da saúde em Três Lagoas. Apesar da boa cobertura da primeira dose da vacina contra a dengue, a baixa adesão à segunda dose acende um alerta.

De acordo com a coordenadora do setor de imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Humberta Azambuja, a vacina é ofertada no município há quase dois anos para o público de 10 a 14 anos.

“Quando analisamos a primeira dose, a cobertura está excelente, com 97%. Porém, na segunda dose, esse número cai para 56%, o que compromete a eficácia do imunizante”, explicou.

Segundo Humberta, a vacina só atinge sua eficácia ideal quando o esquema vacinal é concluído.

“A eficácia chega a cerca de 80% contra a doença e até 90% na prevenção de hospitalizações, mas isso só acontece quando a pessoa toma as duas doses”, reforçou.

O intervalo recomendado entre a primeira e a segunda dose é de três meses. Mesmo que o prazo tenha sido ultrapassado, a orientação é que o adolescente retorne à unidade de saúde para completar o ciclo.

“Se atrasou ou esqueceu, pode e deve tomar a segunda dose assim que possível”, destacou.

Durante a entrevista, Humberta também comentou sobre a nova vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, com tecnologia 100% brasileira. O imunizante, que é de dose única, representa uma esperança para ampliar a cobertura vacinal no futuro.

“É um marco histórico. A vacina apresenta cerca de 70% de eficácia contra a doença, 80% contra casos graves e 100% de proteção contra hospitalizações”, explicou.

Atualmente, a vacina do Butantan está sendo aplicada em caráter experimental em apenas três municípios brasileiros e ainda não está disponível para a população em geral.

“A nossa realidade hoje é a vacina do laboratório Takeda, que exige duas doses e está disponível pelo SUS. Por isso, é fundamental concluir o esquema vacinal”, reforçou.

Três Lagoas é considerada área endêmica para dengue. Em 2025, o município registrou mais de 400 casos da doença, além da morte de uma mulher de 65 anos em decorrência de complicações.

A Secretaria de Saúde orienta pais e responsáveis a verificarem a situação vacinal de crianças e adolescentes e procurarem a Unidade Básica de Saúde mais próxima para completar a imunização.

“Vacina salva vidas. Precisamos da colaboração de todos para reduzir casos graves, internações e óbitos”, finalizou Humberta.