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AGROINDÚSTRIA

Certificação amplia mercado para pequenas agroindústrias de origem animal no sul de MS

Certificação permite que pequenas agroindústrias de origem animal ampliem vendas para todo Mato Grosso do Sul.

Produtor rural em pequena agroindústria de laticínios etiquetando produtos em ambiente higienizado
Selo sanitário ampliado libera a comercialização de produtos de origem animal para todo o estado. Foto: Gerada por IA | Adriano Hany

Pequenas agroindústrias de produtos de origem animal instaladas em municípios do sul de Mato Grosso do Sul passaram a contar com uma nova possibilidade de expansão de mercado. O consórcio Sul-Fronteira, que reúne Amambai, Dourados, Douradina, Laguna Carapã, Ponta Porã, Antônio João e Aral Moreira, recebeu certificação que permite a comercialização de produtos para todo o estado.

Na prática, agroindústrias que já possuem Serviço de Inspeção Municipal (SIM) ou inspeção do próprio consórcio poderão, a partir da adesão ao programa, vender seus produtos além das fronteiras dos municípios de origem. Dessa forma, a produção local de queijos, embutidos, carnes processadas e outros itens de origem animal ganha um canal a mais para alcançar novos consumidores.

Programa exige padrão sanitário harmonizado com o estado

A certificação faz parte de um programa desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) em parceria com a Iagro, Agraer e o Ministério da Agricultura e Pecuária. A coordenação técnica fica a cargo da Iagro, que é responsável por avaliar a conformidade dos serviços de inspeção dos municípios e consórcios.

Antes da adesão, as estruturas passam por análise criteriosa. Assim, não se trata de uma simples autorização automática. O município ou consórcio deve estar cadastrado no sistema CISB do Ministério da Agricultura e ter legislação de inspeção harmonizada com o sistema estadual. Só depois de atender a essas exigências é que recebe o certificado de adesão.

Além disso, produtos e processos são verificados para garantir que os padrões sanitários mínimos sejam respeitados. O objetivo é assegurar que, ao circular por diferentes regiões do estado, os alimentos mantenham qualidade e segurança para o consumidor final.

Mais mercados, mais renda e valorização de produtos regionais

Com a certificação, abre-se um novo horizonte para pequenos empreendedores. Eles podem negociar com redes varejistas, feiras, mercados institucionais e clientes de outras regiões, o que aumenta a escala potencial de vendas. Consequentemente, a margem de lucro e a sustentabilidade econômica desses negócios tendem a melhorar.

Por outro lado, o consumidor passa a ter acesso a uma diversidade maior de produtos regionais, que carregam identidade cultural e saber fazer local. Alguns itens típicos de uma região, por exemplo, ganham condições de chegar a prateleiras de outras áreas do estado, fortalecendo a ideia de intercâmbio de sabores e tradições.

Em um contexto de busca por agregação de valor na produção agropecuária, a política de certificação se mostra peça importante. Ela conecta sanidade, regularização e abertura de mercado, dando às pequenas agroindústrias instrumentos concretos para crescer sem abandonar a base regional que as torna únicas.