
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano fez o Brasil continuar entre os países com maior custo do crédito no mundo. Com o atual patamar, os juros reais no Brasil, que resultam do desconto da inflação sobre a taxa nominal, alcançam 9,44% ao ano.
O índice coloca o país na segunda posição em um ranking internacional, atrás apenas da Rússia e à frente de economias como Argentina e Turquia, segundo levantamento da consultoria MoneyYou.
O estudo considera 40 países relevantes no mercado global de renda fixa e acompanha o desempenho dessas economias ao longo dos últimos 25 anos.
A manutenção da Selic ocorreu na reunião realizada na quarta-feira (28). Com isso, a taxa permanece no nível mais alto desde 2006, período em que os juros também superavam os 15% ao ano.
Comparação com outros países
De acordo com o levantamento, a Turquia registra juro real de cerca de 10,33% ao ano, enquanto a Rússia apresenta índice próximo de 7,89%. O Brasil permanece acima de 9%, consolidando sua posição entre os primeiros colocados.
No ranking que considera apenas a taxa nominal, sem o desconto da inflação, o país ocupa a quarta colocação mundial, com juros de 15% ao ano. À frente estão Turquia, Argentina e Rússia.
Em contrapartida, países como Estados Unidos, Alemanha, França e Japão mantêm taxas bem menores, próximas de zero em alguns casos.
Efeitos sobre crédito e consumo
Com a Selic nesse patamar, financiamentos, empréstimos e operações de crédito seguem com custos elevados no país. A manutenção da taxa influencia diretamente o acesso a recursos por famílias e empresas.