
O Cordão Valu chega ao Carnaval de 2026 celebrando 20 anos de história e consolidado como o principal símbolo da folia de rua em Campo Grande. Com o tema “Cordão Valu – 20 Anos”, o bloco prepara duas grandes apresentações durante o Carnaval — nos dias 14 de fevereiro, sábado, e 17 de fevereiro, terça-feira, na Esplanada Ferroviária — além de ações comemorativas ao longo de todo o ano, até dezembro.
Fundado em 2 de dezembro de 2006, no Dia Nacional do Samba, pela professora de História Silvana Valu e pelo músico Jefferson Contar, o Cordão nasceu a partir do Bar da Valu, ponto de encontro de artistas e intelectuais da Capital. A proposta era simples e ambiciosa: resgatar o carnaval de rua e criar um espaço de celebração da cultura popular brasileira.
O primeiro desfile, em 2007, reuniu cerca de 100 foliões, puxados por uma pequena banda pelas ruas da Esplanada — cenário que se tornaria o território afetivo e simbólico do bloco. Duas décadas depois, o Cordão Valu arrasta milhares de pessoas e se firmou como referência cultural da cidade.
Impacto e Crescimento do Cordão Valu
Além de crescer em público, o bloco também influenciou outros movimentos culturais independentes que surgiram em Campo Grande, como o Sarau de Segunda e o Sarobá, ajudando a redesenhar a relação da cidade com a ocupação cultural do espaço público.
A força do Cordão Valu também contribuiu para mudar o olhar do poder público sobre o carnaval de rua. Antes marginalizado, o evento passou a ser reconhecido como manifestação cultural relevante e vetor econômico, com geração de renda e empregos temporários, garantindo infraestrutura mínima para a festa popular.
Tradição e Inclusão
Fiel à tradição, o Cordão mantém no repertório marchinhas, samba raiz e fantasias, em um desfile marcado pelo caráter democrático e inclusivo. Famílias inteiras participam da folia — de crianças a idosos —, com espaço para pessoas com deficiência e foco em segurança.
O Significado do Cordão Valu para Silvana Valu
Para Silvana Valu, os 20 anos do bloco representam mais do que uma comemoração. “O Cordão Valu é um ato de cultura, de resistência e de pertencimento. Não é só olhar para o passado, é afirmar que o carnaval é memória viva, encontro e também futuro”, afirma. Segundo ela, o bloco ajudou a construir uma identidade própria para o carnaval campo-grandense, diferente do que se vê no interior do Estado.