
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) inicia, em 2026, a Estratégia de Imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com a incorporação do medicamento Nirsevimabe ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O Estado recebeu 440 doses do imunizante enviadas pelo Ministério da Saúde. A distribuição aos municípios começa nesta quinta-feira (29), com entrega posterior às maternidades habilitadas.
Distribuição e Locais de Imunização
Ao todo, 17 maternidades contarão com o imunobiológico especial. As unidades estão localizadas em Campo Grande, Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Amambai, Ponta Porã, Bonito, Nova Andradina, Rio Brilhante, Iguatemi, Miranda, Aquidauana, Paranaíba, Chapadão do Sul, Jardim, Cassilândia e Maracaju.
Público-Alvo e Comorbidades
A estratégia é voltada a bebês prematuros com menos de 37 semanas de gestação. Também contempla crianças de até dois anos com comorbidades, como cardiopatias congênitas, imunodeficiência grave, fibrose cística, síndrome de Down, doenças pulmonares crônicas e neuromusculares.
Nirsevimabe e a Proteção contra o VSR
O Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que protege contra o VSR, um dos principais causadores de infecções respiratórias em bebês. Em casos mais graves, o vírus pode levar à hospitalização e ao óbito.
A aplicação poderá ocorrer ainda nas primeiras horas ou dias de vida, diretamente nas maternidades. A proposta segue modelo semelhante ao da BCG e da vacina contra hepatite B, garantindo proteção imediata aos recém-nascidos mais vulneráveis.
Com a nova estratégia, o público atendido foi ampliado. Até então, a prevenção ocorria principalmente com o Palivizumabe, destinado a um grupo mais restrito de prematuros. Durante a transição, os bebês que já iniciaram o esquema anterior devem concluir o protocolo conforme as regras vigentes.
De acordo com a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a mudança representa um avanço significativo na proteção da primeira infância.
“O vírus sincicial respiratório acomete principalmente crianças prematuras e com comorbidades. Estamos falando de um público extremamente vulnerável. Antes atendíamos prematuros com menos de 30 semanas. Agora ampliamos para os nascidos com menos de 37 semanas, além das crianças com comorbidades. É uma estratégia mais abrangente, que permitirá proteger um número maior de bebês e reduzir o risco de hospitalizações e agravamentos”, destaca.
Segundo a SES, pais e responsáveis devem procurar a unidade de saúde para verificar se a criança se enquadra nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A expectativa é iniciar a imunização já no começo de fevereiro.
*Com informações do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul