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Estados Unidos lançam operação militar na América Latina

Operação Southern Spear (Lança do Sul), reforça estratégia antidrogas no Hemisfério Ocidental.

Helicópteros CH-47 Chinook’s durante treinamento na Jamaica - Foto: Reprodução/Southcom
Helicópteros CH-47 Chinook’s durante treinamento na Jamaica - Foto: Reprodução/Southcom

Os Estados Unidos anunciaram oficialmente, nesta quinta-feira, a Operação Southern Spear (Lança do Sul), uma nova ação militar sob coordenação do Comando Sul (Southcom) para fortalecer o combate ao narcotráfico no Hemisfério Ocidental. O anúncio foi feito pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, que afirmou que a operação atende diretamente a uma ordem do presidente Donald Trump.

Segundo Hegseth, a missão tem o objetivo de “defender o território norte-americano, remover narcoterroristas do Hemisfério Ocidental e proteger o país de drogas que matam nosso povo”.

Ele também declarou que os Estados Unidos consideram o Hemisfério Ocidental como “seu próprio bairro”, justificando a ampliação da presença militar na região.

Operação reforça estratégia de Washington para o Caribe e América Latina

Apesar do anúncio, o Departamento de Defesa não detalhou quantos militares, navios ou aeronaves participarão da Southern Spear, nem por quanto tempo a operação será mantida.

O governo limitou-se a informar que a ação será conduzida pela Joint Task Force Southern Spear (Força-Tarefa Conjunta Lança do Sul), em parceria com o Southcom, com foco em rotas aéreas e marítimas usadas por organizações criminosas que operam entre América do Sul, Caribe e América Central.

Estimativas OSINT indicam possível escala de mobilização

Embora Washington não tenha divulgado informações técnicas, estimativas de OSINT (inteligência de fontes abertas) sugerem que a Operação Southern Spear pode envolver uma das maiores concentrações recentes de meios militares norte-americanos no Caribe.

Essas análises utilizam dados públicos, movimentações monitoráveis e registros independentes para calcular o potencial da operação.

Entre as principais estimativas estão:

Grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78)

  • 1 porta-aviões;
  • Esquadrão de destróieres (DESRON 2);
  • 9 esquadrões aéreos do Carrier Air Wing 8, incluindo:
    • 44 caças F/A-18E/F Super Hornet;
    • 10 caças F-35C Lightning II;
    • 5 aeronaves EA-18G Growler;
    • 4 aeronaves E-2D Advanced Hawkeye;
    • 19 helicópteros MH-60R/MH-60S.

Capacidade estimada de mísseis Tomahawk

  • Cerca de 140 mísseis TLAM (míssil de cruzeiro de longo alcance usado para ataques de precisão contra alvos em terra) em navios associados ao SOUTHCOM;
  • Outros 248 TLAM atribuídos ao grupo do porta-aviões;
  • Total estimado: aprox. 380 mísseis Tomahawk.

Pacote de bombardeiros com mísseis JASSM (míssil ar-terra furtivo de longo alcance)

  • B-1B Lancer – bombardeiro supersônico de longo alcance usado para ataques de precisão – (até 24 mísseis cada);
  • B-52H Stratofortress – bombardeiro estratégico de longo alcance capaz de lançar mísseis e bombas em operações de grande distância – (até 20 mísseis cada).

Aeronaves e apoio adicional

  • C-17 Globemaster, C-130 Hercules e P-8 Poseidon;
  • Drones MQ-9 Reaper; (drone de vigilância armado, usado para reconhecimento e missões de ataque de precisão)
  • Helicópteros embarcados MH-60; (helicóptero militar utilizado para resgate, patrulha marítima, transporte e apoio a operações navais)
  • Unidades da Guarda Costeira, Forças Especiais e contingentes anfíbios dos Fuzileiros Navais.

As estimativas OSINT são baseadas em observações independentes e não configuram confirmação oficial sobre o efetivo real da operação.