
O Campeonato Estadual de Futebol de Mato Grosso do Sul começa no próximo dia 18 com um discurso de renovação dentro e fora de campo. Clubes mais organizados, atletas com melhor nível técnico, estádios preparados e a promessa de premiação em dinheiro fazem parte do pacote apresentado pela Federação de Futebol do Estado (FFMS) para 2026.

Em entrevista à Massa FM, o presidente da entidade, Estevão Petrallás, afirmou que o torneio marca uma “virada de chave” para o futebol sul-mato-grossense, após anos de desconfiança e crises administrativas.
“Hoje conseguimos despertar credibilidade e atrair parceiros. O futebol está retomando seu espaço como instrumento de inclusão e lazer”, disse.
Segundo Petrallás, praticamente todos os clubes chegam ao Estadual com gramados em boas condições — exceção feita a Campo Grande — e com mudanças na forma de gestão. “Os clubes começaram a entender que não basta só entrar em campo. É preciso planejamento, marketing e organização”, afirmou.
O lançamento oficial do campeonato será no sábado (17), às 15h, na Câmara Municipal de Campo Grande, em evento aberto ao público. Na ocasião, a federação vai apresentar o troféu e anunciar a premiação em dinheiro para os participantes. Dirigentes dos clubes e autoridades confirmaram presença.
A abertura da competição acontece no dia seguinte, com o duelo entre Operário e Pantanal SAF. O jogo será realizado no Estádio Jacques da Luz, o Moreninha, que passou por melhorias recentes, como novos bancos de reserva, vestiários reformados e cabine de imprensa climatizada.
Além do Estadual, Petrallás voltou a tratar da possibilidade de reabertura do Estádio Morenão, principal palco do futebol da capital, fechado há anos. Segundo ele, o governo do Estado negocia assumir a gestão do espaço por 35 anos — algo inédito, segundo o dirigente. “O governador está aplicado nisso. Acredito que ainda em janeiro possamos dar os primeiros passos”, afirmou.
O presidente também destacou a força dos clubes do interior, como Corumbaense, Ivinhema, Naviraiense e Costa Rica, que devem levar bom público aos estádios. Para ele, o desafio maior segue sendo Campo Grande. “O interior entende o futebol como alegria da população. A capital ainda precisa acordar para isso”, criticou.
Com dez equipes na elite, a federação aposta em um campeonato mais equilibrado e tecnicamente superior ao de 2025. “Não falamos de coisas ruins. Falamos de um campeonato que foi sucesso e que tende a ser ainda melhor. Agora é trabalhar a paixão do torcedor”, concluiu Petrallás.