
Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com a ampliação do teste do pezinho oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. A triagem neonatal, que antes identificava sete doenças, passa agora a detectar mais de 40 condições genéticas, congênitas e metabólicas em recém-nascidos.
Com a mudança, o Estado se torna o terceiro do país a ofertar o teste do pezinho em versão ampliada na rede pública. O exame é considerado essencial para a detecção precoce de doenças que, se não diagnosticadas nos primeiros dias de vida, podem provocar sequelas graves ou até levar à morte.
Avanço na Prevenção em Saúde
Segundo a coordenadora técnica do Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnóstico da APAE de Campo Grande, Josiane Palmieri, a ampliação representa um avanço significativo na prevenção em saúde.
“O teste do pezinho é prevenção. Muitas dessas doenças não apresentam sinais visíveis no nascimento e só podem ser identificadas por meio do exame”, afirma.
A nova versão inclui a triagem de mais de 36 doenças por meio da metodologia de espectrometria de massas, além de exames para condições como atrofia muscular espinhal, imunodeficiências primárias e galactosemia. Somadas às doenças já previstas pelo Ministério da Saúde, o total ultrapassa 40 diagnósticos possíveis.
Fluxo e Realização do Exame
O fluxo para realização do exame não muda. A coleta deve ser feita entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, após 48 horas do nascimento, em unidades básicas de saúde, hospitais ou nas unidades da APAE em Campo Grande. O prazo é considerado fundamental para garantir a eficácia do diagnóstico.
Nos casos em que houver alteração no resultado, o governo estadual prevê busca ativa das famílias e encaminhamento para acompanhamento especializado, conforme protocolos clínicos definidos pela rede pública.
Impacto e Expectativas
De acordo com a APAE, antes da ampliação, o teste ampliado era oferecido apenas de forma particular e atendia um número reduzido de famílias. Com a incorporação ao SUS, a expectativa é beneficiar milhares de recém-nascidos por ano. “É um marco na história da saúde pública do Estado”, diz Palmieri.