
O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta segunda-feira (19 de janeiro de 2026), o repasse de R$ 24 milhões para o custeio da saúde pública em Campo Grande. A medida foi registrada em publicação oficial e prevê transferência direta do Estado ao Município, com gestão dos recursos pelo Fundo Municipal de Saúde, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo as informações divulgadas, a liberação tem como foco o pagamento de despesas consideradas essenciais para a rede pública, contemplando tanto a porta de entrada do sistema quanto serviços de maior complexidade. Assim, o repasse foi organizado em dois grandes eixos: R$ 8 milhões para a atenção básica e R$ 16 milhões para procedimentos de média e alta complexidade.
R$ 8 milhões reforçam a rede de atendimento mais próxima da população
A parcela destinada à atenção básica soma R$ 8 milhões e mira o funcionamento do atendimento inicial, que inclui as unidades de saúde nos bairros e os serviços mais frequentes do dia a dia. Nesse nível, por exemplo, costumam ser realizados acompanhamentos de rotina, vacinação e monitoramento de doenças crônicas, o que contribui para manter o fluxo do sistema e reduzir a pressão sobre serviços mais especializados.
Com esse reforço, a rede municipal ganha fôlego para sustentar despesas correntes, além de organizar a oferta de atendimentos que geralmente são o primeiro contato do cidadão com o serviço público de saúde. Ao mesmo tempo, a medida busca dar previsibilidade ao caixa responsável por manter estruturas e equipes em operação.
R$ 16 milhões para exames, internações e tratamentos de maior custo
A maior parte do repasse, de R$ 16 milhões, foi destinada ao custeio de média e alta complexidade, que concentra as despesas mais elevadas do sistema. Nessa categoria, entram atendimentos hospitalares, exames especializados, cirurgias, tratamentos que exigem tecnologia e equipes específicas, além de internações em unidades de terapia intensiva.
Desse modo, a injeção de recursos pretende garantir a continuidade de serviços que, por natureza, exigem mais estrutura e planejamento financeiro. Além disso, ao reforçar essa frente, a gestão municipal tende a ganhar margem para manter a capacidade de resposta em áreas que dependem de equipamentos, insumos e profissionais especializados.
Os atos administrativos que validaram a transferência passaram a valer a partir da data da publicação, conforme informado no registro oficial.