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Campo Grande, 19 de julho

Quase 3 a cada 10 pessoas não se vacinaram em MS

Até o dia 3 de dezembro, 28% da população vacinável não havia tomado nenhuma dose

Por Giovanna Dauzacker
06/12/2021 • 08h00
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Mesmo com a comprovação da ciência, muitas pessoas não acreditam na eficácia da vacina contra o coronavírus. Em Mato Grosso do Sul, mais de 200 mil aptas à vacinação não foram tomar nem a primeira dose, ou seja, 28% da população vacinável.

O cearense Marcos Roberto, de 38 anos, que agora mora em Campo Grande, era uma dessas pessoas, mas graças à insistência da amiga Luciene, agora aguarda para receber a segunda dose, marcada para o dia 13 de dezembro. “Eu tinha medo da reação, disseram que dava. Mas eu tomei e graças a Deus não tive reação nenhuma”, conta.

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Para aqueles que nem com a insistência de outras pessoas, nem com a certeza da ciência, foram tomar a vacina, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, diz que não estratégia a que seguir.

“A estratégia vai ser dar um tiro no vazio, então a gente tenta fazer um trabalho de sensibilização, de entender que é preciso, que eles compreendam que a sua vontade pessoal não pode se sobrepor a do coletivo”, afirma Resende, que contou, em coletiva, que as discussões sobre o passaporte da vacina devem voltar no Estado.

 

“Acredito que algumas medidas que estão sendo tomadas vão chegar aqui em Mato Grosso do Sul, inclusive a rediscussão do chamado passaporte da imunidade. Nesse momento, nós queremos avançar no processo vacinal, mas se chegar num determinado momento em que tivermos que tomar essa decisão eu não tenho dúvidas de que o governo não vai vacilar”, conclui.

Pensando nessa população que ainda não tomou a vacina e que trabalha na indústria, a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) iniciou um trabalho de busca ativa, por meio do programa Selo Ouro, para localizar essas pessoas e as conscientizarem com relação à importância do ato. “Acredito que algumas medidas que estão sendo tomadas vão chegar aqui em Mato Grosso do Sul, inclusive a rediscussão do chamado passaporte da imunidade. Nesse momento, nós queremos avançar no processo vacinal, mas se chegar num determinado momento em que tivermos que tomar essa decisão eu não tenho dúvidas de que o governo não vai vacilar”, conclui.

“Nós mapeamos as indústrias que têm trabalhadores que ainda não foram vacinados e oferecemos um suporte aos empresários com ações de orientação para que esses trabalhadores entendam a importância de se vacinarem”, explica a ergonomista do Sesi MS, Pricilla Santana Bueno.

Em Campo Grande, além desse trabalho de conscientização, a Fiems contribui ainda com a logística para que a vacinação seja concluída.

Até o dia 3 de dezembro, 81,2% da população geral do Estado havia tomado a primeira ou a dose única e 71% dos sul-mato-grossenses estavam imunizados com a segunda.

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