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Onze pessoas morrem afogadas e Corpo de Bombeiros alerta

Calor forte leva moradores e turistas para ranchos e rios que cortam Três Lagoas

Por Kelly Martins
23/09/2017 • 07h59
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As altas temperaturas em, Três Lagoas, nesta época do ano tornam os rios da região uma boa opção para moradores e turistas. Principalmente com a chegada dos feriados prolongados. Com isso, o Corpo de Bombeiros reforça as orientações aos banhistas. De janeiro a setembro deste ano, 11 pessoas morreram afogadas em rios que cortam a região e também em piscinas dentro de residências. O número já é o equivalente ao total de ocorrências registradas em 2016 pelo Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. 

Em alguns casos, os bombeiros não foram acionados pelos familiares das vítimas. Os casos ocorreram nos rios Sucuriú, Paraná e Rio Verde, sendo o último entre os municípios de Água Clara e Brasilândia. Em 10 de setembro, um homem de 45 anos morreu durante uma pescaria, em uma propriedade rural, em Três Lagoas. Alguns parentes estavam no local e conseguiram retirar a vítima da água. Porém, o pescador não resistiu.

O mês de fevereiro, período de férias escolares, foi o que mais registrou afogamentos na região: 5 casos. A preocupação também se dá com as piscinas nas casas. Foram quatro ocorrências deste tipo envolvendo crianças, segundo os bombeiros. O último registro foi em 3 de setembro com a morte de dois irmãos gêmeos, de apenas dois anos de idade, em Três Lagoas. 

Os dados revelam que o excesso de bebida alcoólica e a imprudência são as principais causas de afogamento. De acordo com os bombeiros, em Três Lagoas, os afogamentos estão concentrados, principalmente no Sucuriú, onde a incidência é maior devido à quantidade de ranchos, chácaras, pousadas e por agregar a parte turística local.

Para evitar acidentes é preciso respeitar as faixas e os avisos, além de não entrar em locais onde há alerta de perigo. Importante também é nunca deixar crianças sozinhas.

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