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Três Lagoas, 13 de agosto

Zona Azul para estacionar

Confira o Editorial do Jornal do Povo deste sábado

Por Rosário Congro Neto
15/01/2022 • 06h40
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A experiência com a implantação da Zona Azul em Três Lagoas não foi das piores. O serviço fez furo na água porque foi implantado sem nenhuma campanha de esclarecimento e educação no trânsito ressaltando a importância dessa providência. Praticamente abandonada pelo concessionário, que investiu somente na demarcação das vagas e na abertura de um escritório com instalações de quinta categoria, repentinamente, os carros voltaram para o centro. E quais carros voltaram? Justamente, os de comerciantes, comerciários, bancários e de todos aqueles que na área central da cidade desenvolvem suas atividades cotidianas. O usuário, o cidadão que busca nos estabelecimentos de qualquer atividade empresarial suprir suas necessidades, da noite para o dia ficou refém dos ocupantes destas vagas, que amanhecem estacionando seus veículos, e só saem para o almoço, se saem, desocupando-as no fim do dia. É público e notório, que  as vagas para estacionamento de veículos nas vias públicas não são privativas de quem chega e só sai quando quer. O espaço é público e assim deve ser entendido. Em qualquer cidade do porte de Três Lagoas acima essas vagas são democratizadas, ou seja, são rotativas. O máximo de tempo permitido é de duas horas. E assim, as pessoas chegam e saem dando sua vez para aquele que também precisa estacionar seu veículo. A empresa que explorou esse serviço deixou uma péssima imagem. O aplicativo que utilizava era muito ruim, sequer no início devolvia a importância que não era utilizada para pagamento do tempo inicialmente previsto de estacionamento. Posteriormente, passaram a devolver o valor do pago pelo tempo não utilizado. Mas, se o cidadão não tinha aplicativo, era uma dificuldade tremenda para encontrar alguém da empresa para se efetuar o pagamento que o colocava à salvo da imposição de uma multa. Enfim, existem mecanismos que podem ser utilizados para se restabelecer a cobrança da taxa de ocupação na zona azul da cidade sem transtorno. Esse serviço pode ser explorado por um consórcio de entidades assistências e filantrópicas que na cidade prestam seus serviços àqueles que estão em estado de necessidade. Constituído este consórcio e estabelecidas regras mais claras para a cobrança pelo uso de vagas públicas para estacionamento de veículos, certamente, estas entidades depois de apurada a despesa, vão ratear entre si o lucro que deverá ser revertido para suas finalidades. Aliás, sabe-se que ao prefeito foi entregue, informalmente, a título de colaboração um modelo já institucionalizado em uma cidade paulista de cobrança de uso de vaga pública por veículos particulares. Essa experiência tem dado resultados satisfatórios, até porque a cobrança na zona azul tem finalidade filantrópica. E, por esse motivo, até afasta os comentários e as reprovações pela instituição da cobrança. Diante desta boa experiência, Três Lagoas bem que poderia adotar essa prática. E, sem quere jogar a bola para qualquer lado, já passa da hora da administração municipal colocar a mão nesta questão e resolvê-la de uma vez por todos, sem receio de desagrar quem quer que seja.

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