
Com a entrada de 2026, os microempreendedores individuais (MEIs) de Mato Grosso do Sul passaram a pagar mais pela contribuição mensal obrigatória. O reajuste ocorreu após a atualização do salário mínimo nacional, que foi fixado em R$ 1.621, e já impacta o valor do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) em todo o estado.
A contribuição do MEI corresponde a 5% do salário mínimo e garante acesso aos benefícios da Previdência Social, incluindo aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte. Com o aumento, o pagamento mensal passou de R$ 75,90 para R$ 81,05. No caso dos MEIs caminhoneiros, cuja alíquota é maior, de 12%, a contribuição passou a ser de R$ 194,52 por mês.
Além da parcela destinada ao INSS, o valor final varia conforme a atividade exercida. Microempreendedores do comércio ou da indústria pagam R$ 1 a mais de ICMS, enquanto prestadores de serviços recolhem R$ 5 de ISS. Assim, a maior parte dos MEIs no Mato Grosso do Sul pagará entre R$ 81,05 e R$ 87,05 mensais, enquanto os caminhoneiros podem chegar a R$ 200,52, dependendo da atividade.
O pagamento da contribuição referente ao mês de janeiro vence em fevereiro, sempre no dia 20. O atraso pode gerar multa, juros e até a suspensão temporária de benefícios previdenciários. Para evitar problemas, a emissão do DAS deve ser feita apenas pelos canais oficiais, como o Portal do Simples Nacional ou o aplicativo App MEI. O pagamento pode ser realizado por boleto, Pix, débito automático ou outros meios autorizados.
Para especialistas e autoridades do estado, manter a contribuição em dia é fundamental para garantir os direitos previdenciários do microempreendedor e assegurar que o negócio permaneça regularizado. Em Mato Grosso do Sul, os MEIs representam uma parcela significativa da economia local, movimentando serviços e comércio em cidades grandes e pequenas, de Campo Grande a municípios do interior.