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Impeachment

Polêmica faz defesa de Dilma desistir de uma testemunha

Provas contribuiram para que Esther Dwerck fosse suspensa de prestar depoimento

Advogado José Eduardo Cardozo - Valter Campanato/Agência Brasil
Advogado José Eduardo Cardozo - Valter Campanato/Agência Brasil

No segundo dia do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, o advogado de defesa desistiu de ouvir a ex-secretária de Orçamento Esther Dweck, diante de uma polêmica que ela estaria envolvida.

A advogada de acusação Janaína Paschoal, que foi uma das autoras da denúncia contra Dilma, suspendeu a ex-secretária afirmando que ela teria sido nomeada assessora “por uma parlamentar que é uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma”, no caso, a senadora Gleisi Hoffmann.

"Na política a vingança é sempre maligna. Percebo que há intenção de desqualificar a professora Esther Dweck. Ela participou diretamente dos processos dos decretos, tem grande informação a respeito e, por isso, foi chamada como testemunha. O fato de ser nomeada a um cargo —e não foi ainda—, não significa nada, ela tem vínculo de origem. É professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)", disse Cardozo ao tirá-la do rol de testemunhas "para não expor a professora a ataques de vingança".

Cardozo se antecipou e também solicitou que o professor Ricardo Lodi Ribeiro, fosse requalificado como informante "por ter atuado como assistente de perícia”. (Com informações da Agência Brasil)