
De olho no calendário de 2016 e correndo contra o tempo para concluir projetos iniciados – além de projetar novos empreendimentos públicos –, a prefeita Márcia Moura (PMDB) destaca a “transformação da cidade” durante seu mandato no Poder Executivo de Três Lagoas.
Jornal do Povo – Como se encontra o setor de Saúde?
Márcia – Trabalhamos muito para conquistar uma Saúde de referência na cidade. Temos, hoje, em nossas clínicas, especialidades médicas que nunca houve; inauguramos a UPA; construímos o Centro Odontológico; implantamos os polos farmacêuticos para melhor distribuição de remédios; construímos Unidades de Saúde, como as do Jardim Atenas e do Nova Três Lagoas.
JP – E a UTI neonatal.
Márcia – Nós tínhamos aprovado o projeto de uma UTI neonatal, mas o Ministério da Saúde não liberou recursos. Nos adiantamos muito com a questão da contratualização com o Hospital Auxiliadora. Somos referência regional em saúde.
JP – O próximo prefeito poderá manter este padrão?
Márcia – Por lei, somos obrigados a investir 15% de todos os nossos repasses em Saúde. Hoje, o município está colocando entre 25% e 30%. O próximo prefeito deve continuar com o diálogo com os governos do Estado e Federal.
JP – Em Saúde, é possível buscar parcerias?
Márcia – As indústrias devem fazer sua parte com planos de saúde a fim de desafogar o SUS.
JP – Seu sucessor deve se abraçar o Hospital Regional?
Márcia – Sim. Deve manter um grande diálogo com o Hospital Auxiliadora, que é o nosso “hospital SUS”, e tocar adiante o projeto do novo hospital.
JP – Qual é seu legado do setor de Educação?
Márcia – Nossos índices do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) batem toda a referência; saímos de 47º para 13º no ranking. Temos professores extremamente bem formados e capacitações contínuas.
JP – Prossegue o fornecimento de kits escolares?
Márcia – Sim, com uniformes “fresquinhos” e mochilas à prova d’água; cadernos, estojos, lápis de cor, canetinhas, tesoura, tinta pincel. Entreguei mais oito mil kits. Tivemos sempre uma atenção especial às reivindicações do sindicato e mantemos os acordos fechados com a classe.
JP – E as ações paralelas à educação fundamental?
Márcia – Temos crianças com necessidades especiais acompanhadas por professores e monitores. Nossos berçários têm toda a estrutura. Temos excelente qualidade em merenda escolar para as crianças.
JP – E a assistência social?
Márcia – Não temos mendigos nem crianças de rua. Através dos Cras e Creas cuidamos de crianças, mães, idosos, deficientes e os aqueles à margem da sociedade.
JP – Qual seu balanço de habitação e meio ambiente?
Márcia – Estou entregando toda a iluminação, asfalto, pista de caminhada, academia de ginástica e ciclofaixa da Lagoa Maior. Em habitação, somos, possivelmente, a cidade do país com maior investimento nos últimos anos; foram mais de dois mil apartamentos entregues às famílias, e entregarei mais 560 ainda este ano.
JP – E os problemas de infraestrutura?
Márcia – No início do meu trabalho foi cortada a verba de um projeto de drenagem e asfalto, de R$ 80 milhões para R$ 5 milhões, e até agora não veio nada. O que tenho feito até aqui é com nossa arrecadação.
JP – Como está a situação econômica do município?
Márcia – Tivemos uma queda na arrecadação de ICMS. Estamos sem parcerias, sem apoio federal suficiente, contando apenas com a ajuda do governo do Estado. Contudo, o município está em dia com o rigor tributário, dentro da lei.
JP – Investe-se em crescimento industrial?
Márcia – Nossa Secretaria de Finanças tem um setor que orienta as micro, pequenas e médias empresas. Evoluímos a cidade sob um conjunto de qualidades e requisitos e deixaremos uma prefeitura organizada.
JP – Por que não tentar o segundo mandato?
Márcia – Já dei minha contribuição. Sou uma cidadã três-lagoense. Agradeço à parceria do meu partido político, da nossa Câmara, dos deputados, senadores, governador, de todos que de fato, tentam fazer de Três Lagoas um lugar melhor de se viver.
JP – Seu substituto, como deve ser?
Márcia – Alguém que ame esta cidade, primeiramente. Que, de fato, a conheça de ponta a ponta. Que saiba escolher as pessoas certas, nos lugares certos – o que não é fácil. Que tenha bom relacionamento com o Ministério Público, a Justiça, com todos os órgãos. E que consiga ajudar mais as instituições, por exemplo.