Dois clubes, sete treinadores e muitos, muitos jogadores. Definitivamente, América e Cabofriense não se encontraram neste Campeonato Carioca. O resultado é o que se pode ver na tabela: os dois ocupam a zona da degola e podem ser rebaixados à Série B já na rodada deste fim de semana. A situação é tão complicada que, mesmo vencendo seus dois jogos restantes, eles ainda terão de torcer por tropeços dos concorrentes na luta para evitar o descenso.
O América é o lanterna na classificação geral, que soma a pontuação nas fases de grupos das Taças Guanabara e Rio. Com apenas sete pontos, tentará a sorte contra o Macaé, neste sábado, às 18h30m, no Estádio Cláudio Moacyr. O Cabofriense soma oito pontos e tem uma missão mais complicada: pega o Vasco em São Januário, às 18h30m. Os principais concorrentes dos dois times são Madureira e Volta Redonda, ambos com 12 pontos, e Macaé, que tem 13.
O América será comandado por Marcelo Buarque, quarto treinador a ocupar o cargo no campeonato – Gilson Gênio, Lulinha e Ademar Braga foram demitidos. E os exageros não param por aí: entre contratações e dispensas, passaram por lá quase 40 jogadores desde janeiro. Nem o presidente Ulisses Salgado resistiu: tirou licença de 60 dias do cargo, assumido interinamente por Vinícius Cordeiro.
Os maus resultados do time, que incluem uma goleada histórica (9 a 0) sofrida para o Vasco na última rodada da Taça Guanabara, vão minando uma tentativa de reestruturação. Rebaixado em 2008, o América retornou à elite como campeão da Segundona de 2009 e terminou na quinta posição em 2010, atrás somente de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco.
– Foram dispensados muitos jogadores e contratados muitos outros. A rotatividade atingiu até o presidente do América. Os reforços vêm de acordo com a situação financeira do clube. Temos de lutar com o que temos. Estamos tentando acertar de todos os meios. Enquanto há vida, há esperança – resumiu o diretor de futebol do clube, Antônio Tavares.