Ao anunciar a saída do Fluminense há onze dias, o técnico Muricy Ramalho prometeu para si mesmo se isolar do futebol para descansar. Logo após deixar o Rio de Janeiro, o técnico, contudo, passou a ser assediado pelo Santos, e acabou obrigado a responder diversas perguntas sobre o futuro. Nesta quinta-feira, enfim, o treinador decidiu repousar e se isolar, de tudo e de todos.
Ainda desempregado, o treinador viajará nesta sexta-feira a Ibiúna, cidade localizada no interior de São Paulo, para tirar um período de férias. Muricy prometeu medidas drásticas para não responder a questionamentos sobre o futuro. "Vou desligar o celular lá, senão não descanso. Preciso descansar", sentenciou o ex-comandante do Fluminense na última quinta, depois da gravação do programa Altas Horas, da TV Globo.
Afastado da capital paulista a partir deste final de semana, Muricy Ramalho permanecerá apenas ouvindo os direcionamentos do agente Márcio Rivellino, representante do treinador. No entanto, o ex-comandante do Fluminense ponderou a função do empresário, assegurando que Rivellino não terá liberdade alguma para negociar sem questioná-lo sobre as propostas feitas.
"O Márcio Rivellino, empresário olha e conversa comigo, mas não resolve minha vida não. Ele não está autorizado a decidir nada por mim", disse o treinador, que marcou, primeiramente, um período de 30 dias de férias após deixar o Rio.
Dessa forma, o prazo para Muricy Ramalho retornar ao futebol se aproximará do início do Campeonato Brasileiro, marcado para o dia 21 de maio – o Santos, possível destino do treinador, estreia às 21h (de Brasília), contra o Internacional, na Vila Belmiro. O próprio treinador afirmou que se preparará para chegar à competição nacional.
Segundo o próprio Muricy, apenas times brasileiros o procuraram após a saída do Fluminense. "Ninguém me procurou e não quero sair. Estou muito bem aqui no Brasil", completou o comandante, antes de deixar a emissora de televisão e se preparar para as curtas "férias"