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Centro da Mulher comemora um mês

Várias mulheres vítimas de violência já receberam atendimento

Centro de Assistência no dia da inauguração -
Centro de Assistência no dia da inauguração -

O Centro de Referência e Atendimento as Mulheres em Situação de Violência, da Secretaria de Assistência Social, completou um mês de funcionamento com resultados positivos. Nesse período, 12 mulheres procuraram o local para pedir ajuda. De acordo com a assistente social e coordenadora do centro, Lorena Mariá Rodrigues Vieira, essas mulheres são acompanhadas pela equipe do centro composta por psicólogo, assistente social e advogado. “Elas recebem todo o suporte necessário sobre como conquistar o respeito e, principalmente, de como resgatar a autoestima”, afirmou. Lorena explicou ainda que a equipe não pode ir atrás das vítimas, pois é necessário que elas decidam qual é a melhor hora para procurar ajuda. “Quando elas chegam ao centro de apoio, assinam um documento autorizando-nos a conhecer os seus dramas e a ajudá-las”, contou.

Segundo a coordenadora, o primeiro atendimento consiste em ouvir a vítima. “Primeiro, ela coloca toda a situação vivenciada. Em seguida, é orientada sobre seus direitos. A questão legal e a sensibilização para que ela consiga olhar para o problema e ter forças para resolvê-lo também são explorados”, explicou Lorena. Também faz parte do trabalho convidar as vítimas para participar de um grupo socioeducativo composto pelas próprias vítimas. “Nessa reunião, elas trocam experiências e fortalecem a autoestima”, disse. Destacou ainda que a maioria é vítima de agressão física e o autor é o próprio companheiro com quem elas dividem o mesmo teto.

Lorena ainda chamou a atenção das mulheres que sofrem qualquer tipo de violência a fim de buscar a valorização, independência financeira, social e, principalmente, a olhar os direitos que tem uma cidadã. Acima de tudo, que seja rompido o ciclo da violência, o qual se inicia com a agressão verbal, seguido pela agressão física, até chegar à violência sexual. “Nós, mulheres, temos que nos unir e jamais criticar essas vítimas. Devemos apoiá-las para combater a violência contra a mulher”, destacou.

PALESTRA
A equipe psicossocial do centro de atendimento à mulher já realizou uma palestra no Centro de Referência da Assistência Social do Interlagos (Cras), onde 150 mulheres participaram. Ela explicou que após a palestra pelo menos 50 mulheres foram até ela expor algum tipo de situação de violência vivenciada em casa. “Muitas são agredidas verbalmente ou sofrem tortura psicológica. Isso também é violência”, disse. Lorena contou que pretende estender as palestras aos demais Cras da cidade.

IANAGURAÇÃO
Apesar de ter sido inaugurado em agosto, o local ficou um mês fechado para que a equipe composta por psicólogo, assistente social e advogado realizasse os ajustes finais para poder oferecer atendimento personalizado às vítimas de violência doméstica.