
Em coletiva com a imprensa na manhã de ontem o comandante da 2ª Companhia de Infantaria, major Sérgio Alexandre de Oliveira, lamentou o ocorrido e disse que o soldado Cléber sempre foi dedicado ao trabalho, além de disciplinado. Segundo ele, o jovem jamais havia dados sinais de depressão ou problemas psicológicos e psiquiátricos. “Ele foi treinado para usar a arma. Era um rapaz apto a desenvolver as funções as quais foi designado”, disse.
O comandante disse ainda que antes de cometer suicídio Cléber encaminhou algumas mensagens de texto por celular para soldados e familiares desejando “boa sorte para quem fica”. “Ele nos surpreendeu com essa atitude, pois sempre foi uma pessoa bem relacionada com todos. Às vezes ele tinha alguns problemas disciplinares, mas nada grave”, comentou.
Para minimizar qualquer tipo de recorrência o comandante ressaltou que vai reunir todos os soldados para relatar que o Exército oferece todo suporte necessário para aqueles, que por ventura, estejam passando por algum problema psicológico. “Sempre oferecemos apoio médico na companhia. Quando necessário, eles passam por psicólogos ou psiquiatras”, disse o major ressaltando que Cléber não passou pela equipe médica justamente porque jamais demonstrou alguma alteração psicológica.
A carta deixada para soldados do Exército está com os peritos que foram até o local. Em nota encaminhada a imprensa o comandante disse que será instaurado um inquérito policial militar que deve ser concluído em 60 dias.