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Determinado a jogar fora, Ganso não ouve a opinião de seus familiares

A última oferta santista incluía um reajuste salarial, de R$ 130 mil para R$ 450 mil, mas sem diminuição da multa rescisória

O meia Paulo Henrique Ganso está tão determinado a deixar o Santos que não ouviu sequer a opinião de seus familiares. Os pais do jogador, Júlio e Maria Creuza Lima, presentes à reunião da última terça-feira, em que o jogador reiterou aos dirigentes seu desejo de ir jogar na Europa ainda neste ano, sugeriram ao filho, por diversas vezes, que aceitasse a proposta do Santos. Em vão.

A família de Ganso foi convidada pela diretoria santista a participar da reunião. O presidente do clube, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, acreditava que os pais poderiam fazer o atleta mudar de ideia. Se dependesse do jogador, o encontro teria apenas a participação dele, dos dirigentes santistas e dos representantes da DIS, empresa que detém 45% dos seus direitos econômicos, pois as divergências entre seus familiares e membros da DIS são frequentes.

A última oferta santista incluía um reajuste salarial, de R$ 130 mil para R$ 450 mil, mas sem diminuição da multa rescisória, estipulada em € 50 milhões (R$ 117 milhões). O clube já havia tentado comprar, por R$ 7 milhões, os 10% dos direitos que pertencem ao jogador. Tudo isso na condição de que o camisa 10 aceitasse permanecer por mais uma temporada na Vila Belmiro. Os familiares de Ganso consideraram a oferta boa, mas o jogador, não. Craque e DIS querem a diminuição da multa. Nem fazem questão do aumento salarial, deixando clara a vontade de viabilizar uma transferência.