A disputa por uma do Tribunal de Contas do Estado (TCE), aberta desde a morte da conselheira, Celina Jallad, ainda não tem prazo pra terminar. A senadora Marisa Serrano e o deputado estadual, Antônio Carlos Arroyo, já declararam a intenção de assumir a cadeira do TCE.
A mesa diretora ainda não decidiu "quando" vai escolher o novo Conselheiro do Tribunal de Contas. Por enquanto, Antônio Carlos Arroyo (PR) é o único deputado interessado na vaga. E a disputa deverá ser mesmo contra a senadora Marisa Serrano (PSDB). Tudo indica que a casa vai chegar a um consenso.
O líder do governo, Júnio Mocchi, garante que, até agora, André Puccinelli não declarou oficialmente a preferência.
Caso a senadora Marisa Serrano assuma a vaga do TCE quem ocupa a cadeira dela, no Senado, é o suplente, Antônio Russo, um nome polêmico, com resistência, principalmente, no setor produtivo.
A explicação está em um passado recente. Em 2009, Antônio Russo, então dono do frigorífico Independência, deu um "calote" de R$ 42 milhões em 289 produtores rurais que forneciam gado para a indústria.
Os três frigoríficos instalados em Mato Grosso do Sul fecharam e um plano de recuperação foi colocado em prática. Mas as dívidas ainda não foram pagas. Hoje, 98 pecuaristas do estado ainda esperam receber de Antônio Russo um montante de R$ 17 milhões.
Alguns deputados não escondem que essa será uma das informações avaliadas na hora de escolher o novo conselheiro do TCE. Outros deputados não vêem problema algum no passado de Antônio Russo.