O momento ruim de Elano parece permanente. O meia não consegue uma sequência de jogos, tem retrospecto ruim no Brasileiro, e completa nesta sexta-feira um jejum de 160 dias sem gol. O “calvário” ainda piora devido outra lesão.
Perder jogos por problemas físicos virou uma constante para o Elano na temporada. Ele já sofreu com uma lesão no tornozelo, duas na coxa esquerda e uma na direita, local em que voltou a se lesionar.
No Brasileiro, Elano fez apenas dez participações pelo Santos. O rendimento do time nessas partidas é ruim. São quatro vitórias, um empate e cinco derrotas. O que resulta em aproveitamento de 41 %.
A quinta lesão na temporada deixa Elano de fora do clássico contra o Palmeiras, domingo, às 16h, na Vila Belmiro, pela 28ª rodada do Brasileiro. E a tendência é a de que ainda perca mais jogos.
Após realizar um excelente primeiro semestre, Elano não consegue demonstrar o mesmo potencial na segunda metade da temporada. O último gol está distante. Foi marcado no dia 30 de abril na vitória do Santos por 2 a 0, contra o São Paulo, na semifinal do Paulista, no Morumbi.
Após se tornar um dos principais vilões da eliminação da seleção brasileira da Copa América por desperdiçar sua cobrança na decisão por pênaltis das quartas de final contra o Paraguai, em junho, Elano jamais conseguiu reagir.
Pouco depois, o meia desperdiçou um novo pênalti, desta vez pelo Santos, e chegou a ser vaiado pela própria torcida santista na Vila. Na época, ameaças de abandonar o clube foram feitas.
O "calvário" de Elano chegou a sua vida particular com o anúncio do fim do namoro com a atriz Nívea Stelmann, no princípio de julho. O meia ainda passou por outro problema: o pai foi assaltado em um sítio no interior, sofreu ameaça de sequestro e deixou o filho preocupado.
Os reflexos dentro de campo são evidentes. O jejum de Elano se tornou preocupante e a contração junto ao Galatasaray-TUR por 2,9 milhões de euros (na época, aproximadamente R$ 6,4 milhões) no início do ano está parecendo cada vez mais cara.