
O meia Lohan Munhoz de Oliveira, ou simplesmente Lohan, que atuou no Misto durante a campanha ruim do Estadual desta temporada, e já passou por clubes como Palmeiras, Náutico, Gama e Atlético-PR, pode estar se transferindo para os Emirados Árabes.
A equipe do Al-Kaaleej, tentou a contratação do atleta no meio do ano, mas acabou recuando. Lohan, que esteve em Três Lagoas por um curto período e acabou dispensado, afirmou que não tem ressentimentos com a antiga diretoria do “Carcará da Fronteira”, já que as negociações com o time estrangeiro devem voltar a acontecer.
“Só não fui ainda por causa de acusações do Jeferson (José Gonçalves, ex-presidente do Misto). Porém, provei aos árabes que estava certo com meu Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, com fotos e vídeos dos clubes em que atuei”, contou.
Ainda segundo o meia, responsáveis pelo clube do oriente médio chegaram a ligar para os clubes citados e comprovaram que o currículo do atleta é verdadeiro. Assim a negociação pode recomeçar em breve. O jogador rebateu mais uma vez o dirigente, que o acusava de não ter jogado em Palmeiras, Náutico, Gama e Atlético-PR.
“Houve um engano. Quando o contrato com o Misto foi digitado, ocorreu um erro da Federação de Futebol de MS”. Lohan se disse “magoado” com Jeferson e o ex-diretor de futebol do Misto, Marco Aurélio.
“Não gostei da atitude deles terem dado declarações sem antes me procurar, ou averiguar se eu tinha ou não registro na CBF. O jogador acabou com dois registros, o que prejudicou as primeiras negociações.
“Hoje já foi arrumado e tenho novamente apenas um registro”, explicou o atleta. Lohan confirma a regularização, com base também em documentos. “Tenho todos os contratos de direito de imagem feitos com todos os clubes que passei. Contratos de propaganda, de direito de arena (imagem). Tenho provas suficientes”, frisa.
PROCESSO
Ao contrário do que chegou a ser cogitado, Lohan não pensa em abrir nenhum processo.
“Não quero uma briga judicial, no momento não há nenhuma ação. A intenção não é tirar dinheiro de ninguém e nem entrar em briga judicial contra o clube ou pessoa física. O que poderia ser feito é entrar contra o clube para receber o que não me foi pago pelo tempo que trabalhei. Recebi cheques sem fundo e ele (Misto) tem mais de 20 protestos no nome dele e nenhum pago. Portanto de nada me adiantaria protestar o cheque”, encerrou.