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Governo fechará negociação para banda larga barata até abril

Paulo Bernardo começa a receber companhias telefônicas a partir da semana que vem

Apontado como prioridade máxima para a presidente Dilma Rousseff na área de telecomunicações, o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende fornecer internet rápida a preços mais baixos, deverá ser negociado com as companhias telefônicas até abril. O prazo foi discutido nesta sexta-feira (8) com o ministro das Comunicações Paulo Bernardo.

O objetivo do governo é disponibilizar redes de fibra ótica da Telebrás e de outras estatais para inserir mais provedores no mercado de internet. Com a concorrência mais forte, a intenção é baixar o preço médio, dos atuais R$ 100 para cerca de R$ 30 por mês.

– Existe uma classe média cada vez mais numerosa, o Brasil vai ser um grande país de classe média e as pessoas cada vez mais estão sedentas, ávidas por acesso a novas tecnologias, informação, novas mídias. Portanto, nós temos que trabalhar acelerado para esse processo.

Ele acrescentou que começa a receber as companhias telefônicas, associação de provedores, sindicatos e demais agentes envolvidos a partir da semana que vem. A ideia é discutir o assunto simultaneamente ao plano do governo de universalizar o serviço de telefonia.

Quanto ao serviço para o usuário final, o ministro não descartou um subsídio do governo para atender regiões mais pobres ou isoladas, mas disse que o oferecimento de serviço gratuito não está nos planos.

Ele ainda fez uma crítica às operadoras de banda larga: considera que elas optaram por oferecer um serviço caro para poucos, em vez de barato para muitos.

– Eu considero que há uma estratégia das empresas no Brasil, que me parece equivocada, de trabalhar para fornecer serviço a menos pessoas e cobrar mais caro. Nós estamos defendendo que elas façam uma inflexão nisso: massificar o atendimento com um preço menor.

O orçamento da Telebrás para esse ano deve ficar em torno de R$ 800 milhões. O caixa inicial pretendido era de R$ 1 bilhão para investimentos e remuneração pelo uso das redes estatais.

O ministro diz que o dinheiro será suficiente. A meta inicial é atender a cerca de 1.160 municípios hoje não atendidos pelas empresas.