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Operação contra Gaddafi na Líbia tem mais de 350 caças

Outros aviões F-16 cedidos pela Noruega chegaram nesta quinta ao espaço aéreo líbio para suas primeiras missões

Um F-16 da Aeronáutica Real Holandesa se prepara para decolar da base de Leeuwarden, na Holanda, com destino à uma base aliada na Itália -
Um F-16 da Aeronáutica Real Holandesa se prepara para decolar da base de Leeuwarden, na Holanda, com destino à uma base aliada na Itália -

Mais de 350 aviões militares participam das operações da coalizão militar aliada contra o regime de Muammar Gaddafi na Líbia, sendo mais da metade dos Estados Unidos, informou  vice-almirante americano William Gortney nesta quinta-feira (24).

– É justo dizer que a coalizão está crescendo tanto em tamanho como em capacidade todos os dias.

Os EUA pediram aos militares líbios que “parem de lutar” contra seu próprio povo e não obedeçam mais às ordens do líder Muammar Gaddafi, declarou Gortney nesta quinta durante uma reunião aberta aos jornalistas no Pentágono, o comando militar dos EUA.

– Nossa mensagem é simples: parem de lutar, deixem de matar sua própria gente, deixem de obedecer às ordens do coronel Gaddafi.

Segundo o mesmo oficial, cerca de 350 aeronaves estão envolvidas, e “mais da metade pertence aos EUA”.

Ainda nesta quinta, um avião Rafaele da Força Aérea francesa derrubou uma aeronave militar líbia próximo à cidade de Misrata, no leste do país africano.

O avião estava violando a zona de exclusão aérea criada pelas forças aliadas no país e foi atacado por mísseis ar-terra ASM, após pousar em uma pista clandestina. Ao todo, 20 caças franceses sobrevoam o espaço aéreo da Líbia.

Seis caças F-16-Falcon da Aeronáutica Real Holandesa aterrissaram nesta quinta-feira na base italiana de Decimomannu para serem incorporados às operações aliadas na Líbia.

Na base italiana de Decimomannu, situada no sul da ilha da Sardenha, a 25 quilômetros de Cagliari, operam desde segunda-feira (21) passada quatro caças de combate F-18 e um avião-cisterna enviados pela Espanha.

Após os seis caças holandeses, que podem entrar em missão já nesta sexta-feira (25), chegarão veículos de transporte e equipes que deverão se ocupar do apoio logístico, informou a imprensa italiana.

A Itália participa da operação na Líbia cedendo sete bases militares: Amendola, Gioia del Colle, Sigonella, Aviano, Trapani, Decimomannu e Pantelleria. Além disso, o país colocou à disposição da operação aliada oito aviões de combate, quatro caças e quatro aviões do tipo Tornado.

Outros aviões F-16 cedidos pela Noruega chegaram nesta quinta ao espaço aéreo líbio para suas primeiras missões, informaram as Forças Armadas daquele país.