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Segundo turno adia briga por terra em Mato Grosso do Sul

No início deste mês, portaria do Ministério da Justiça declarou fazendas em Sete Quedas, Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti como terras indígenas.

O segundo turno das eleições está interferindo diretamente na briga entre índios e fazendeiros por terras em Mato Grosso do Sul.

O presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Eduardo Riedel, fez uma análise sobre a questão e destacou que o “momento político que vive o País é muito delicado”, principalmente quando se fala em portarias que, em sua opinião, “ferem o direito de propriedade”, respaldado pela Constituição Federal.

“Estamos com liminares no STF, acompanhando todo esse processo de perto, mas estamos em meio a um segundo turno, um momento realmente muito delicado do ponto de vista político”, avaliou.

No início deste mês, portaria do Ministério da Justiça declarou fazendas em Sete Quedas, Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti como terras indígenas.

A portaria amplia a Reserva Buriti dos atuais 2,9 mil para 17,2 mil hectares. Da fazenda Sombrerito, em Sete Quedas, 12.608 hectares foram destinados aos povos indígenas.

Embora a medida fale em “posse definitiva”, para isso ocorrer ainda há duas etapas na fase administrativa, a demarcação pela Funai (Fundação Nacional do Índio) e a homologação pelo presidente da República. Não há previsão de quando essas novas fases possam ocorrer.