
Para quem vinha sofrendo até em jogos contra Mali e Japão, o primeiro tempo foi um alento. O Brasil finalmente acordou no Mundial de basquete, fez jogo duro contra a República Tcheca e foi para o intervalo com vantagem no placar. Na volta do vestiário, a realidade bateu à porta: as donas da casa reagiram, venceram por 84 a 70 e tiraram as brasileiras da festa.
A equipe verde-amarela paga caro pelas atuações ruins no início do campeonato e, fora das quartas de final pela primeira vez em duas décadas, tem de se contentar agora com a disputa por um prêmio de consolação: o nono lugar.
Mais que isso, tenta evitar a 12ª posição, que igualaria a pior campanha do país em Mundiais, em 1975. Já se vão 20 anos desde a última vez em que as brasileiras foram derrubadas antes das quartas de final.
Foi no Mundial de 1990, na Malásia, quando terminou em décimo. Agora a equipe inicia a luta para evitar o vexame e, ao menos, terminar em nono. O primeiro jogo do torneio de consolação ainda será confirmado, mas deve ser amanhã contra o Canadá. “Conseguimos nos impor em vários momentos, mas em outros não.
Feliz eu não estou, queria disputar a medalha. Nós evoluímos durante a competição, mas aquela derrota para a Coreia atrapalhou. Em um campeonato como este, não temos espaço para ir crescendo durante a competição. Tem que começar já 100%”, afirmou Iziane, que jogou bem, mas não evitou a derrota brasileira.