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RECLAMAÇÃO

Drone sobrevoa bairro em Três Lagoas e moradores reclamam de invasão de privacidade

Problema com uso de drones deixa moradores do Jd. Nova Europa incomodados. Mulheres reclamam de invasão de privacidade

Legistlação e fiscalização destacam que não é crime operar um drone; Leis estabelecem limites, mas fiscalização é precária. Foto: Agência Brasil
Legistlação e fiscalização destacam que não é crime operar um drone; Leis estabelecem limites, mas fiscalização é precária. Foto: Agência Brasil

Moradores do bairro Jardim Nova Europa, em Três Lagoas, relatam que, ao longo dos últimos meses de 2025, um drone passou a sobrevoar residências da região, gerando desconforto e sensação de invasão de privacidade. Segundo os relatos, o equipamento voava em baixa altitude, o que ampliou o receio, especialmente entre mulheres, que afirmam ter se sentido vigiadas dentro de suas próprias casas.

O morador Maciel Vital da Silva confirma ter avistado o drone em diversas ocasiões, inclusive nas proximidades das pracinhas do bairro.

“Eu vi algumas vezes. Estava com meu filho na pracinha e o drone passava baixo por aqui”, relatou.

A atendente Angélica Alexandre, que trabalha em um comércio local, também confirmou as reclamações. De acordo com ela, o tema foi recorrente em um grupo de mensagens formado por moradores do bairro.

 “Principalmente as mulheres reclamavam. Diziam se sentir invadidas, sem privacidade, algumas até dentro de casa, com o drone passando baixo”, afirmou.

O subcomandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Três Lagoas, capitão José Flávio Barbosa de Moura, explicou que o uso de drones, por si só, não configura crime, desde que respeitadas as normas legais.

 “Não é crime subir um drone, mas é preciso respeitar o espaço do outro. Existem regras, distâncias mínimas e legislação específica fiscalizada por órgãos competentes. Em Três Lagoas, não há registros formais desse tipo de ocorrência”, pontuou.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) esclareceu que o controle das operações com drones é feito pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), por meio do sistema SARPAS, que permite identificar área, período e responsável pelo voo quando há solicitação regular. Voos não cadastrados, segundo a FAB, não podem ser rastreados pelo sistema. A ANATEL também exige a homologação dos drones para comercialização e uso legal no país.

Ainda conforme a orientação oficial, em caso de suspeita de uso irregular ou malicioso, a recomendação é acionar a Polícia Militar, para apuração dos fatos. As informações levantadas podem resultar na abertura de procedimentos administrativos por infração ao tráfego aéreo, além da aplicação das sanções previstas em lei.

Leia a nota da FAB na íntegra.