
O INSS prorrogou até 20 de março o prazo para aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos nos benefícios. A medida amplia o tempo para que os segurados identifiquem cobranças irregulares e não sejam prejudicados por falhas técnicas recentes.
A decisão foi tomada após instabilidades no aplicativo Meu INSS e diante de uma manutenção programada nos sistemas da Dataprev, que deixará as plataformas indisponíveis entre 27 de janeiro e 1º de fevereiro.
Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller, o prazo inicial terminaria em 14 de fevereiro, mas foi estendido para garantir o direito dos beneficiários diante dos problemas operacionais registrados.
A contestação é a primeira etapa para que o segurado possa, posteriormente, aderir ao acordo administrativo de ressarcimento. O procedimento pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou nas agências dos Correios.
O INSS orienta que todo o processo seja realizado apenas pelos canais oficiais e alerta a população para não cair em golpes envolvendo falsas promessas de devolução de valores.
Alerta de golpe: descontos irregulares e desvio de valores atingem aposentados e pensionistas
A prorrogação do prazo ocorre em meio a investigações e denúncias de descontos irregulares aplicados sem autorização em benefícios previdenciários. Em muitos casos, valores foram desviados por meio de associações ou entidades que utilizam dados dos segurados de forma indevida, causando prejuízo direto a aposentados e pensionistas.
O INSS reforça o alerta contra golpes, destacando que não faz contato por telefone, mensagens ou redes sociais para tratar de devolução de valores. Todo o processo de contestação e ressarcimento deve ser realizado exclusivamente pelos canais oficiais, evitando fraudes e novas perdas financeiras.
Gilberto Waller ainda comenta que, com apenas um investigado, foram encontrados, em uma conta bancária, mais de R$ 500 milhões.
“Esses valores estão aguardando para serem devolvidos aos cofres públicos, e então, o ressarcimento será realizado. É um trabalho inédito, e que demanda muitos recursos”, finalizou.