Veículos de Comunicação

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Saúde explica como está o abastecimento de medicamentos em Três Lagoas

Administração municipal aponta que, em Três Lagoas, o desabastecimento é pontual

Prefeitura chama de "FakeNews" publicações em redes sociais de falta generalizada de medicamentos e emite nota para esclarecer fatos. Foto: Assecom/PMTL.
Prefeitura chama de "FakeNews" publicações em redes sociais de falta generalizada de medicamentos e emite nota para esclarecer fatos. Foto: Assecom/PMTL.

A dificuldade na aquisição de medicamentos pela rede pública de saúde não é uma realidade exclusiva de Três Lagoas, mas um problema que atinge cidades de todas as regiões do Brasil. Mesmo diante desse cenário nacional, a circulação de informações nas redes sociais tem gerado preocupação entre moradores do município, pelo suposto desabastecimento generalizado que, segundo a administração municipal, não condiz com a realidade.

Nos últimos dias, a Prefeitura de Três Lagoas e a Secretaria Municipal de Saúde vêm se manifestando para esclarecer publicações que classificam a situação como crítica em todas as unidades de saúde e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). De acordo com o Executivo, há registros pontuais de falta de alguns medicamentos, mas não um colapso no abastecimento da rede municipal.

Em nota oficial divulgada, nesta quinta-feira (22), a assessoria da prefeitura afirmou que informações falsas têm sido disseminadas e a Secretaria de Saúde estaria sendo alvo de Fake News.

Ainda conforme o comunicado, os episódios de falta de medicamentos decorrem de atrasos logísticos, indisponibilidade de determinados produtos no mercado e dificuldades enfrentadas por laboratórios vencedores de licitações para cumprir os prazos de entrega.

Levantamentos nacionais reforçam que o problema é amplo. Dados da Confederação Nacional dos Municípios indicam que cerca de 3.600 cidades brasileiras, de um total de 5.570, registraram falta de um ou mais medicamentos básicos nas farmácias públicas, o que representa aproximadamente 65,2% dos municípios do país. Entre os itens mais afetados estão analgésicos, antibióticos e medicamentos usados no tratamento de doenças crônicas.

A mesma pesquisa aponta que mais de 80% dos municípios enfrentam dificuldades para comprar medicamentos, seja pela ausência de produtos no mercado, preços acima das tabelas públicas ou desistência de fornecedores após vencerem processos licitatórios. Esse cenário acaba obrigando as prefeituras a refazer licitações, muitas vezes sem sucesso.

Apesar das limitações, a administração municipal reforça que mantém o acompanhamento constante do estoque e adota medidas para minimizar impactos à população. Especialistas alertam que a combinação entre dificuldades econômicas, regras orçamentárias e a atuação de grandes laboratórios tem afetado diretamente o fornecimento de medicamentos no sistema público, fazendo com que o problema seja sentido em praticamente todo o país.

A prefeitura orienta ainda que, em caso de dúvidas, a população poderá entrar em contato pelo número (67) 98139-3273, ou presencialmente na rua João Silva, n° 939, no Centro, com horário de funcionamento das 7h às 18h, sem intervalo para almoço.